F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

quinta-feira, 15 de março de 2007

Onde iremos parar?

Crônica
Eu não sabia de tantas mudanças. Juro. Vá lá, sabia de algumas, mas a maioria só agora, pela campanha eleitoral. Quais? Direi. Poucas. O espaço não comportaria todas.

Prepare-se. A dívida com o FMI (também com o Clube de Paris), depois de décadas, simplesmente foi paga. É, paga! Que chato! Já estava tão incorporada ao nosso cotidiano jornalístico e de protesto... Como será não mais participar de uma passeata e gritar o velho bordão: Fora FMI!? Não mais se encher de revolta quando o preposto do Fundo, com sua inseparável pasta preta, vinha ditar os rumos de nossa economia? Decretar moratória? De quê? Ficou um vazio... E isto sem privatizar uma só empresa estatal (das pouquíssimas que restaram), sem reduzir salários, sem convites a deixar o emprego ou o serviço públicos (com os generosos programas de demissão voluntária), sem terceirização. Ao contrário: fazendo concurso público, recompondo o poder de compra do trabalhador e fortalecendo as empresas públicas que restaram. Verdade! Não viu a Petrobrás? Tá toda, toda, só porque tornou o Brasil auto-suficiente em petróleo. Cada uma!

E não é só! Aumentou o salário mínimo, de 55 para 152 dólares, enquanto o custo da cesta básica foi majorado em cerca de apenas 15%, contra os 81% alcançados nos 8 anos do governo passado. Isto para não falar na redução (em parâmetros inéditos) da nossa secular desigualdade social, inserindo os pobres na economia do País. Já pensou? Além de brevemente não se poder sequer manter todos os nossos poucos e imprescindíveis empregados caseiros (lavadeira, cozinheira, jardineiro, passadeira, motorista, vigilante, etc.), pra onde você olha, já agora, são ex-pobres pra tudo o que é lado, participando, com você, de atos antes só seus, como comprar alimentos, roupas, etc. Parece coisa de comunista moderno. Ôxe.

Quer mais? Na campanha de 2002, ele prometeu que criaria 10 milhões de empregos. Não cumpriu. Só criou, pasme, em menos de 4 anos de governo, a ninharia de 6 milhões! E não se diga que nos 8 anos do governo anterior o foram apenas 700 mil...

Ah, ia esquecendo! Aumentou absurdamente as exportações: de 60 bilhões de dólares, o Brasil passou a exportar quase 119 bilhões. Quer dizer, no mínimo, no mínimo, não ficou nada para nós. E, não bastassem, — pra finalizar, — os investidores estrangeiros hoje nos temem menos! É que o risco-país diminuiu de 2.400 para 204. Absurdo!

Vai ver que é por isto que a Bolívia tá tão metida...
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Crônica publicada no jornal Gazeta de Alagoas, de 26/10/2006

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