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SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Feito cego em tiroteio

Crônica
Velho, que aventura que foi. Pense numa doideira. Ruim demais assistir a um jogo daquele jeito, ainda que esse jogo não passasse de um jogo-treino, como é chamado. Explico. É que você não tem como identificar os cabra que chegaram. Primeiro, porque era uma porrada de jogador de cara diferente. Segundo, porque jogaram com o uniforme de treino, que não traz o número às costas. E terceiro porque, para a instalação definitiva do quase “caos visual”, não houve transmissão das rádios alagoanas, afinal, era apenas um evento maior que um treino, mas menor que um jogo. Como fez falta. Eu, pelo menos, senti uma dificuldade muitas vezes intransponível, até porque ninguém ao meu redor sabia, tampouco, pra me esclarecer. E eu perguntei pra caramba. Vi a hora de alguém, delicadamente, sugerir que eu me aquietasse. Tipo: “eu também não sei, p...! Fique quieto!”. Felizmente, eram muito educados.

Aí, já viu, né? Ou melhor, viu, mas não viu. Era um tal de “quem é esse cara?”, pra lá, “quem é aquele outro?”, pra cá, “é, joga bem, quem é esse?”, “p..., que falta!, foi o tal do Sertânia?”, “esse é fulano?”, e assim por diante, o jogo (ops, jogo-treino) todinho. Pra aumentar o desespero, o técnico usou e abusou (é só maneira de dizer, viu?, abusou nada) das substituições e retornos. Quando eu pensava que estava sabendo da identidade de 78,45% dos jogadores em campo, ele mudava, entrava outro estranho, e só me restava tentar lembrar das últimas resenhas: “humm, esse parece que é meia..., então deve ser o Éder. O cabeludo é o Éder?” “Acho que é”, respondeu-me o vizinho da frente.“Ôxe, e agora, quem tá na direita? É o tal do Marcos?” Era. Caba véio, uma confusão da bichoca preta lixa doida.

Mas tudo bem. Tirando esse aspecto, foi ótimo ver a Pajuçara cheia de gente, fora e, principalmente, dentro de campo.Os velhos conhecidos, sem problema: Jéferson (ão, ão, ão, meu goleiro é paredão), Márcio, Thiago Rangel, Júnior Amorim — que ouvi ser sacanamente ameaçado, por um torcedor sentado próximo a mim, de que a cada gol perdido, um voto idem (referência à cobrança do pênalti, quando chutou a bola na trave) —, Johnnattan, o Marcel — para mim, um dos bons destaques (faltou entrar mais na área adversária, pela esquerda) —, Rafinha, Léo Oliveira, Chiquinho (tá gordinho, hein?) e Hendrich (idem), o Edmar (entrou bem no jogo), o Jean... Esqueci algum? Ah!, gostei da zaga não, principalmente do Alex e do Márcio, mas soube que um novo zagueiro, mais experiente, foi — ou estava pra ser — contratado. É esperar. E quando a gente lembra do início do ano passado, hein? Toc-toc-toc... Bate na madeira, aí, pô!

Finalmente, quanto aos novos — identificados acertadamente, ou não —, deixaram-me uma boa impressão. Principalmente, acho, o tal do Éder (acho que “aquele que vi” era ele), o Marcos e o Júnior Sertânia. O Serginho Mineiro, não arrisco, porque tenho receio de que quem eu imagino ser o cara, seja o William Souza. Brincadeira. Foi assim também não. E o goleiro? Rapaz, o cara parece um varapau de tão grande que é! O Bugrão, é cedo pra falar, mas não desgostei, não. O mais ovacionado pela torcida? A doutora. É, amigo, a doutora, sim! Ao menos era por “doutora” que foi tratada carinhosamente (e bota carinho, nisso) pelos gentilíssimos torcedores do Galo. Como somos amáveis, hein?

Bem, é isso. Na verdade, identificados todos, ou não, não me desagradaram. Alguns, até gostei. O que não gostei, mesmo, já disse, foi a falta do rádio. Ô trocinho pra fazer falta.
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Também publicada no sítio Futebolalagoano.com

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