F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

E num é que a salvação é estatizar?

Crônica
E agora, Hayek, seu enganador?! Cadê teu fundamentalismo neoliberal, agora? E você, Thatcher! Teu capitalismo é tão bom quanto tu és homem, mulher! E o Lanterna na Popa, bíblia dos neófitos (e nem tanto) neoliberais brasileiros, hein?

É a desmoralização?! Foi lá, no seio da economia de mercado defendida a ferro e fogo pelos donos do mundo, e na Europa, por teus seguidores da Inglaterra. Oh, Thatcher, tu de novo! Foi aqui no Brasil, não, bendita! A maior intervenção estatal da história! Guerra? Não. Agora não é de guerra que falo não. Não se cuida de intervenção armada em outro país, a pretexto de salvar mais um povo sofrido que coincidentemente pisa em solo repleto de petróleo, não! Vocês acabam de promover a mais impressionante intervenção estatal foi no sistema financeiro e nos mercados, criaturas! Logo vocês que ensinavam que nada que era estatal prestava, que o certo era privatizar, que os mercados se regulavam sozinhos, que as estatais só serviam pra dar prejuízo ao país que as tem... É..., caiu a máscara?

Aqui mesmo, neste país, o governo anterior desembestou-se a privatizar. Nossas empresas estatais foram vendidas a preço de banana (peraí, quanto tá a dúzia da pseudobaga, mesmo?)! E quase que os bancos federais entraram de gaiatos nessa onda! E a nossa Petrobrás, então?! Leitor e leitora tão estupefatos quanto eu, ouçam-me! Eles, os arautos do capitalismo, estão agora é estatizando seus bancos para salvá-los da bancarrota! Já pensou o que é isto? E aí, cara-pálida, vai privatizar mais nada, não?

E sabe o que é que mais me impressiona, além dessa verdadeira balbúrdia chamada mercado financeiro mundial, ícone desse desmoralizadíssimo neoliberalismo? Que o Brasil resiste aos efeitos da bancarrota desse pessoal. É, o mesmo Brasil a quem era sucessivamente apontados caminhos contrários ao seu desenvolvimento, realizadas intervenções em sua economia e cobrados juros extorsivos de sua (ex-)dívida pelos sábios da economia mundial. O Brasil está (ainda, pelo menos) de pé. E sólido. E sabe qual a ironia? Que uma das suas “sortes”, hoje, é ter pelo menos três grandes e fortes bancos estatais e empresas públicas (pasmem!) para ajudá-lo, todos escapados dos leilões do governo liberal anterior. Incrível, não?

Bem, agora é preparar-se porque esses caras vão querer saber de nós como criar, manter, desenvolver e utilizar-se de bancos estatais modelos. Não se esqueçam de cobrar a aula, hein? E bem caro.
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Também publicada no jornal Gazeta de Alagoas, de 02/11/2008.