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SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

sábado, 23 de outubro de 2010

Campeão também no combate à corrupção

O Serra, e grande parte de seus eleitores, adoram dizer-se donos da ética, inclusive para nos apontar o dedo (limpo) e questionar-nos a nossa predileção política pela candidatura Dilma (além da própria, claro, e do Presidente, e de seu governo como um todo) sob esse prisma (translúcido, de tão asséptico).

Nada tão pretensioso quanto vazio. Para dizer o mínimo.

O Governo Lula, além de todos os indicadores econômicos e sociais campeões — os quais vou me abster de enumerar aqui, por sobejamente conhecidos —, foi o governo campeão também em atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Campeão! A Polícia Federal nunca agiu tanto. De 2004 a 2009 foram cerca de 1.000 operações e quase 13.000 prisões realizadas em articulação com a Controladoria Geral da União. Sabe quantas operações especiais foram realizadas pela mesma polícia no governo anterior? Não chegaram a 25! Cansou-se de ver não apenas bagres, mas principalmente tubarões sofrendo o peso da força policial.

O Procurador-Geral da República deixou de ser um cargo conhecido pela vergonhosa alcunha de Engavetador-Geral da República (referência à sucessão de processos que dormiam e dormiram para sempre nas gavetas daquele órgão). Só o Ministério Público instaurou quase 2.500 procedimentos judiciais em decorrência das fiscalizações da CGU. A lei se fez valer para todos, a favor ou contra o governo, de fora ou em suas entranhas.

Para o combate à corrupção diversos órgãos foram criados, através da CGU: Sistema de Correição da Administração Federal, articulação CGU e Polícia Federal, Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, Programa de Fiscalização por Sorteios, Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção, além do Portal da Transparência, considerado modelo no mundo.

Esses dados, entretanto, aqui perfilados em síntese apertada, não são conhecidos pela população, tampouco encontram na grande mídia a ressonância que deveria ser consequência lógica.

O interessante, por outro lado, é que as mesmas vozes que se pretendem proprietárias do discurso ético não se levantam, nem se levantaram, quando estouraram os escândalos do governo anterior, como os dos precatórios, do DNER, do BANESTADO, dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, da REELEIÇÃO, das privatizações, do PROER, dos Anões do Orçamento, da pasta Rosa, entre outros. E muitas inocentemente não sabem que os escândalos dos Sanguessugas, Gabiru, Confraria, Navalha, Valerioduto, entre outros, embora revelados durante o governo Lula, foram originados em governos que lhe antecederam. Aliás, até o mensalão teve o PSDB como pai.

A corrupção, portanto, não é privativa do governo Lula, tampouco fora nele amplificada. Ao contrário, “nunca na história deste país”, para manter o tão repetido quanto verdadeiro bordão, um governo a enfrentou tão articulada e corajosamente quanto este.
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