F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Oh, raça!

Mas tem uma turma de políticos (em alguns mundos distantes, claro) que... vixe Maria! E o que é pior: parecem, mesmo, o retrato 3x4 da grande maioria dos que os elegem.

Não é exagero, não! Os pestes apresentam as mais impressionantes mazelas de caráter, as mais deslavadas caras de pau, a mais nauseante arrogância. Os cabras (de peia) são de fato (e de direito) uma escória. Dão nojo. Repugnam.

Dentre esses existem os escancarados, ou perebas (trocadilho entre a ferida exposta e o famoso óleo de peroba). Neles, a canalhice está escrita na testa, coberta do sebo da mais arrogante cara lisa. Mas não se anime. Nada os abala ou à sua bem sucedida carreira. Continuam reinando no seu mundo de corrupção.

Há aqueles outros, com discurso de honestos. Quem os vê de soslaio, sem se deter a olhar o seu passado ou a acompanhar, mais amiúde, o seu presente, cai como um pato em suas conversas. Arrotam apego à ética, mas por debaixo dos panos... Talvez sejam os piores.

Claro, há os bons políticos. Mas a crônica não é sobre estes.

Tem eleitor que confunde correção com santidade. Acha que bom político tem que ser santo. Como se ele, eleitor, o fosse, ou como se pudesse existir santo na política. Ou em alguma profissão nesse mundo terreno de meu Deus. Ora, para político prestar basta que tenha sensibilidade às necessidades do povo, vontade política para alcançar os meios de atendê-la, e ética no trato com a coisa pública. Não ser ladrão, assassino, essas coisinhas são condições que devem estar previamente observadas, naturalmente. É pouco, mas para aquela cambada do início da crônica... Impossível.

Eu não vou aqui ficar declinando nomes porque prova é bicho raro de aparecer (ainda mais quando tão fora de nossa realidade). Mas a gente sabe de vários deles (mesmo tão distantes de nós). Desde os corruptos até os assassinos. E não falo em assassino por brabeza, não. Falo por capangagem (nome novo que inventei). Usa dos capangas pra matar, violentar, amedrontar. Os ladrões — às vezes também assassinos — são um capítulo à parte em matéria de cinismo.

Noutro dia ouvi uma história que teria ocorrido num desses lugares: Dinheiro público liberado pra certas obras. Cobertos os custos e o lucro do executor privado, o restante — sempre há um restante, resultado do lucro encurtado — seria dividido entre os políticos e prepostos públicos envolvidos. Teria até endereço específico para a repartição da grana...

Deve ser terrível viver num lugar assim.
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Enviada para publicação no jornal impresso Gazeta de Alagoas