F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Globo esconde Lula para não reforçar o mito




O jornal nacional desta segunda-feira dedicou mais espaço aos 7 bilhões de habitantes da Terra do que ao início da quimio do Nunca Dantes.

O que interessa ao brasileiro saber que há mais um chinês ou indiano na face da Terra ?

Especialmente, porque o aumento da população brasileira hoje é parecido com a de países europeus.

Irrelevante.

Por quê ?

A Globo perdeu o senso ?

Não, amigo navegante.

No jn do Ali Kamel não há coincidências.

Vamos construir uma hipótese. 

CUBA na UNESCO

Discurso de Miguel Diaz-Canel, Ministro da Educação Superior de Cuba na Assembleia Geral da Unesco, postado por Emir Sader, no Carta Maior:

“O mundo vive indignado. Os povos se rebelam contra as injustiças e as promessas vazias. Se indignam pelas frustrações acumuladas e pela ausência de esperanças. Se rebelam contra um sistema devastador que já não pode seguir enganando com um falso rosto humano. Um sistema que continua marginalizando as maiorias excluídas, em benefício de um punhado de privilegiados que possuem tudo. Que não repara no resgate de banqueiros corruptos que multiplicam seus lucros, enquanto diminuem os recursos para a educação, a saúde ou a criação de empregos.

A crise do sistema capitalista é sistêmica e multisetorial. É crise financeira, econômica e social e também ética. Os poderosos apostam na guerra como recurso de sua salvação. Repartem o mundo entre si impunemente e encarregam a tarefa à belicosa OTAN. Ainda não terminaram de destruir a Líbia e já ameaçam a Síria. Quem de nós irá segui-los?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Democracia à brasileira

Sei, não... Tá tudo fora do lugar, mas a aparência é outra. E eles nos seguem fazendo de bobos (ou tentando fazer). Só um exemplo, mas há muitos mais:

Todos os países mais desenvolvidos têm algum tipo de regulação para o exercício da imprensa (inclusive o norte-americano, para os fãs da combalida Wall Street). Claro! E tem que ser assim, porque não o sendo a moral atacada, por exemplo, jamais será recomposta no tempo e modo oportuno. Não, mesmo.

Há pessoas que pelo perigo que representam me fazem desejar nunca cruzar com elas. Se vierem na minha direção, tomara as veja a tempo de mudar de calçada. Assim também em relação ao modo de fazer jornalismo que testemunho. Principalmente, claro, do Partido da Imprensa Grande – PIG, como diz o Paulo Henrique Amorim.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mais um prêmio para o Cara. Por que não FHC?


Este Lula está impossível, vive viajando para receber prêmios. Por que não FHC? Ah! Esqueci, porque FHC está fazendo uma boquinha :P

Lula recebe no México o Prêmio Amalia Solórzano. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.
Prêmios e homenagens recebidos por Lula após a presidência
Confira abaixo os principais prêmios e homenagens recebidos por Lula a partir de 01/01/2011, quando deixou a Presidência da República.

Lei dos Médios ou barbárie

Por José Carlos, reproduzido originariamente no ContextoLivre



Ontem, dia 24 – ao noticiar a vitória esmagadora de Cristina Kirschner – o JN repercutiu a direita argentina e seu PiG afirmando que, com a conquista da maioria no Senado e na Câmara, a presidente terá poderes de rainha. “Cresce o temor de que ela reduza mais ainda a liberdade de imprensa ou até cale a imprensa de vez”.
Quer dizer que, quando um governo dá certo, quando a economia vai bem, quando o “feel good” da maioria se manifesta nas urnas – significa que NÃO há liberdade de imprensa? Liberdade de imprensa é golpe de estado e governo militar? Liberdade de imprensa é inflação? Desemprego? Recessão? Liberdade de imprensa é o modelo neoliberal que levou EUA e Europa à bancarrota?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Cuba e os EUA

Por Fernando Morais - Transcrição literal e parcial de trecho da Apresentação a Fidel Castro: biografia a duas vozes, de Ignacio Ramonet (Ed. Boitempo, 1ª ed., 08/2006)

"(...) Fidel Castro: biografia a duas vozes permite que se compreenda como e por que um país pobre e tão pequeno conseguiu eliminar algumas das mais graves pragas que assolam a humanidade, como a fome, o analfabetismo, a miséria. (...) Este livro nos revela detalhes desse processo, e traz outra certeza: Cuba será lembrada também pelo fato de que essas foram conquistas obtidas a despeito da oposição feroz de nada menos que dez presidentes norte-americanos (....). Desde dezembro de 1958, quando Batista e seus mafiosos foram escorraçados de Havana por tropas comandadas por Fidel, Che e Camilo Cienfuegos, Cuba passou a ser objeto de odiosas agressões por parte dos Estados Unidos. Não houve um só dia, ao longo desses 47 anos, em que o país não tivesse sido vítima de atentados a bomba, sequestros e provocações de toda sorte. Só nos primeiros catorze meses após a invasão da baía dos Porcos, os Estados Unidos patrocinaram, financiaram ou organizaram 5.780 ações terroristas contra Cuba, 700 delas contra fábricas, usinas de açúcar e equipamentos industriais, causando prejuízos incalculáveis e tirando a vida de 234 pessoas. A temida guerra bacteriológica, de que tanto se fala hoje, vem sendo usada pelos sucessivos presidentes norte-americanos contra a Revolução Cubana há quatro décadas. Em 1971, com Nixon na Casa Branca, a CIA desembarcou em Cuba um contêiner contaminado com um desconhecido vírus africano da peste suína, que provocou o sacrifício de 500 mil porcos. Dez anos depois, quando Ronald Reagan era presidente, a organização terrorista Omega 7, com sede em Miami, introduziu na ilha um vírus produzido em laboratório, o da dengue tipo II, que provoca febres hemorrágicas fatais para o ser humano. Resultado: 158 mortos (entre eles 101 crianças) e mais de 350 mil pessoas contaminadas. Só contra a pessoa de Fidel já foram realizados mais de 600 atentados. Coroando essas agressões, Cuba passou todos esses anos sufocada pelo irracional anel sanitário - o bloqueio econômico - decretado por Washington em 1962 e endurecido pela leis Torricelli e Helms-Burton.(...)"

domingo, 23 de outubro de 2011

Os dez mandamentos da VEJA: Para se indignar


Por Saulo Machado
Trajetória Torta
A VEJA gosta de ditar regras. E de forma arcaicamente didática, gosta de organizar em tópicos o que pensa.
Foi assim na campanha do desarmamento quando, independente da opinião que cada brasileiro tinha (tem), lançou uma matéria-propaganda com o título “7 razões para votar NÃO”.
Sim, a palavra “não” era em letras garrafais, e foi a primeira vez que eu vi a VEJA com outros olhos. Era notório ali que havia um interesse acima do jornalístico. Talvez lobby da indústria armamentista? Talvez.
A suspeita de que VEJA estampa em suas capas matérias encomendadas é antiga e corriqueira.
Na época em que a ANVISA começou a se movimentar para proibir (ou restringir) a venda de medicamentos proibidos na Europa inteira e nos EUA, a revista lançou a capa-campanha “Por que é ruim proibir a venda”.
Por que é ruim? Porque a Indústria Farmacêutica irá perder MILHÕES!
Esse pano rápido foi só para introduzir o que quero falar sobre a capa de hoje (22/10) da mesma revista… ou seria um panfleto do quem pagar leva?
O problema maior nisso tudo é que não só a VEJA cai no descrédito, mas toda a grande mídia.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Isto é uma falta de absurdo!


*Não postada quinta-feira por motivo de força maior

A revolta me invade. A compreensão me foge. Furtaram-me o discurso, calaram minha voz. O horizonte é negro, por mais que hoje seja politicamente incorreto dizê-lo dessa cor.

Fatiga-me essa evidência que vem sendo experimentada por nosso país. O Brasil não pode tornar-se, finalmente, uma grande nação. Suas principais lideranças políticas não podem manifestar-se com altivez, independência e soberania nos foros estrangeiros. Nossa economia não pode apresentar-se sólida, nosso povo deve permanecer pobre, sem divisão do bolo da crescente riqueza.

Quando o torneiro mecânico se foi, imaginava pudesse tudo voltar a ser como antes. É certo que o outro, lá, não venceu (e aí a esperança se tornaria certeza), mas como a presidenta eleita não era muito conhecida, fiava-me na volta de nossa fase de vacas magras (riqueza apenas para os ricos e remediados), de presidente brasileiro ouvir carão (pito) de presidente norte-americano, de voltarmos ao FMI de pires na mão (e nunca, como agora, como credores). Qual o quê!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Civita avisa que derrubará Dilma"



Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania, reproduzido no Blog do Miro


No último domingo, o ator José de Abreu, esse simpaticíssimo sessentão paulista de Santa Rita do Passa Quatro, soltou uma nota no Twitter que, desde então, vem sendo objeto de curiosidade e de intensos debates na internet devido ao teor explosivo que encerra. Abaixo, a reprodução da nota do ator. Foi capturada em seu perfil naquela rede social:



Diante da enormidade que é haver dado concreto sobre uma premissa que todos os que se interessam por política já intuíam diante do comportamento da revista Veja nos últimos tempos, sobretudo após o caso escabroso em que um repórter desse veículo tentou invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu em um hotel de Brasília, decidi entrevistar o autor de tão interessante informação.

Manifestantes 'contra corrupção' não sabem o que combatem e/ou almejam

Por Mair Pena Neto - no Direto da Redação, reproduzido no Pragmatismo Político
A corrupção é uma praga que corrói e deve ser combatida, mas ao movimento falta qualquer tipo de proposta objetiva, o que o transforma num simples desabafo, além de servir a interesses escusos


O buraco é mais embaixo
Governos progressistas precisam dizer ao que vêm. Os socialistas europeus se renderam às regras do mercado e foram engolidos pela crise, possibilitando o crescimento da direita. Barack Obama, eleito como sinal de mudança após a truculência republicana, está com seus menores índices de popularidade, sem conseguir reduzir o poder do mercado e tímido demais ao enfrentá-lo. Dificilmente voltará a ter os votos  dos que acreditaram no lema "yes, we can", já que não pode mudar nada e enfrenta uma insatisfação que crescee aparece no movimento "Ocupar Wall Street".


Não adianta ser de esquerda ou progressista sem implantar nos governos uma linha de atuação que assim os identifique. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Coita(Dinho)


Há pouco estive de novo na bela Ouro Preto. Povo gentil, acolhedor, igualmente belo. Sim, lá há belíssimas mulheres. Aliás, certa feita um amigo me disse que se apaixonou por todas que lá encontrou: da mais gata da balada à vendedora de confeito (= bala, bombom) postada à frente da porta de entrada. Todas democraticamente lindas.

Pois este intróito sobre a antiga Vila Rica vem de montaria para a pergunta que segue: Como é que se pôde conferir a alcunha de Ouro Preto — se patronímico, pior ainda — àquele vocalista da banda Capital Inicial? Sim, o tal do Dinho. Uma cidade tão importante para o país, política e historicamente... Vou confessar que nunca gostei muito, muito, muito, não, da banda. Gostava muito, muito, muito, de outras da época, como Titãs, Barão, Legião, Paralamas, depois Skank... Mas passado um tempo no ostracismo, ela voltou em 2000, ressuscitando sucessos das décadas de 80 e 90. Agora assumo que não gosto dela. Pronto. E explico.

Na verdade a culpa é do tal do Dinho, e eu não consigo separar uma coisa da outra. Já nutria pouca simpatia quando o via pulando feito um abilolado em algum programa de TV, depois do seu retorno à mídia. Mas quando soube do que o peste aprontou no último Rock in Rio a simpatia que já era pouca virou nenhuma, ou tornou-se antipatia mesmo.

Primeiro, quando fez a defesa dos “grandes jornais brasileiros”, segundo ele vítimas de censura. Oxe, e quais são esses jornalões coita(Dinho)s? Aliás, qual a outra censura, hoje, no país, que não aquela ditada exatamente pela grande mídia, que escolhe o que noticia e como noticia, dando o tom que melhor atende aos interesses das quatro famílias que nela mandam?

Mais: danou-se a esculachar todos os políticos e a política, como se esta não fosse a maior arma do povo de uma nação, ajudando, assim, a despolitizá-lo.

Mas o pior vem agora: ele calou quando aquelas milhares de pessoas, na sua imensa maioria formada de jovens em formação, à pergunta (refrão), cantada, de “que país é esse?”, da música homônima da Legião Urbana, respondia, em uníssono. É a p... do Brasil!

Isto mesmo. O público brasileiro (havia estrangeiros, também) que ali estava, eufórico, assistindo àquela banda, ofendeu repetidas vezes o seu próprio país, e o cara embasbacado com o coro entusiasmado de “é a p... do Brasil” simplesmente sorria, feliz com aquele espetáculo lamentável. Em êxtase, repetia o refrão. E o público respondia: é a p... do Brasil. E ele cantava, e pulava, e sorria. Coita(Dinho)s. De nós.