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Serviu-me de inspiração aos devaneios que se
seguem um comentário acerca do último jogo do Galo contra o Coruripe. Dizia-se
que o CRB havia novamente decepcionado o seu torcedor por haver empatado com o então
lanterna do campeonato. Deus do céu! ― desculpaê, meu Deus ―, qual a surpresa? Não é de hoje que o Galo é o
maior ressuscitador de defunto deste estado. Não ganha de um lanterna!
Decepcionar-se com isto é o mesmo que espantar-se porque vive perdendo pro ASA,
ou o azulino surpreender-se por levar mais uma pisa do Galo (aliás, como o
azulino tem sofrido, Vixe Maria! Toc-toc-toc, pé-de-pato mangalô três vezes!),
ou o torcedor do ASA imaginar que seu time não se assusta com o CSA. Tudo tão
corriqueiro... Por que a decepção?
Devo reconhecer,
porém, que a insistência em decepcionar-se é normal, graças à bendita esperança.
Há muitos outros exemplos. Vejam alguns:
O cara tá andando
pela orla e vê aquelas línguas negras despejando cocô no mar. Não tem como não
se irresignar. E não tem um prefeito que dê jeito! Entra eleito, sai eleito,
mas a m... tá lá. Quer dizer: aquilo se repete há anos, mas você insiste em se
decepcionar.
Av. Álvaro
Otacílio, sentido Jatiúca-Ponta Verde, vindo da Álvaro Calheiros. Não adianta:
até passar a Amélia Rosa o trânsito estará insuportável (pra mim é av. Amélia
Rosa, e pronto.). Seja por causa da fila que se forma para entrar naquela
franquia de lanches norte-americana (aquela do hidróxido de amônia que tempera
seus hambúrgueres) e invade a avenida, seja pelos carros que querem passar de
um lado a outro, embora proibido seja. Quem tá vindo da Ponta Verde, quer atravessar
com o carro a avenida pra ir à referida lanchonete ou ao posto de combustível
que lhe é vizinho; e quem lá está quer ir pra Mangabeiras ou Cruz das Almas atravessando
para o outro lado da pista. Isto é notório e se repete indiscriminadamente. O
prefeito também aqui não faz nada.
A propósito, vai
uma sugestão pra ele: manda pôr, em toda a orla, uns gelos-baianos, daqueles
enormes e resistentes (aliás, que nome, né?), suficientes a criar obstáculo
intransponível a que esses mal-educados de sempre tumultuem o trânsito ― aí
incluídos muitos moradores dos prédios à beira-mar, tão mal-educados quanto aqueles,
pois que fazem a mesma coisa para irem pra casa.
E por favor!! Os
bueiros e suas respectivas tampas devem estar no mesmo nível da rua! Se não
estão, é mais um buraco nessa cidade já prenhe deles. Que decepção! Tá vendo? É
a esperança...

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