F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Dilma e o controle remoto

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

É sempre preferível o ruído da imprensa livre do que o silêncio da ditadura

A frase em epígrafe tem sido proferida pela presidente Dilma Rousseff desde a sua posse no cargo, em 1º de janeiro de 2011. A última vez em que a proferiu publicamente foi em 7 de novembro último, na abertura 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, logo após a mídia ter tentado destruir o PT eleitoralmente durante a campanha eleitoral deste ano.

Essa frase, que já se tornou um mantra da presidente, incomodou parcela da sociedade que apóia o governo e que está revoltada com o uso político que tem sido feito de concessões públicas de rádio e televisão, sobretudo no sentido de pressionar o Judiciário a condenar os réus da ação penal 470.

sábado, 24 de novembro de 2012

Mídia moralista sai em defesa da quadrilha de Perillo e Cachoeira

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Os ataques midiáticos ao relatório da CPI do Cachoeira e a soltura deste pela Justiça justamente quando as provas de seus crimes engolfam o governador de Goiás, Marconi Perillo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o editor de Veja Policarpo Júnior, desnudam a farsa do julgamento do mensalão e a tese ridícula de que aquele tribunal de exceção teria inaugurado uma nova era em que poderosos também seriam submetidos à lei.

A indignação da mídia tucana e de sua militância com a corrupção – na América Latina, há “partidos” da mídia que têm até militância –, portanto, fica absolutamente caracterizada como produto de um descaramento que esbofeteia o Brasil. É tudo tão escancarado que é impossível que alguém de boa fé não esteja notando como a indignação com a corrupção no PT dá lugar à defesa apaixonada de um grupo político que aprisionou Goiás naquele que, agora sim, é o maior escândalo de corrupção já visto no país, pois atinge a casa dos bilhões de reais.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Chapa OAB PARA TODOS, presidenta Rachel Cabús: reafirmação de compromisso e confiança

Não costumo participar de eleição de OAB, embora goste de política e dela participe praticamente a vida toda. Não ia também desta vez, tanto que, sondado a integrar essa chapa, lá bem no início da campanha, declinei, ao argumento de que não queria participar diretamente. Posteriormente, já no apagar das luzes, precisamente no inicialmente fixado último dia de inscrição das chapas, estimulado que fora por um colega e amigo, acabei por aceitar o convite da OAB PARA TODOS. Assinei a ficha sem sequer saber para qual cargo estava a concorrer. Entendia, como entendo, que essa seria a que melhor representaria nossa Ordem, sem demérito dos demais candidatos, todos dignos do meu respeito, inclusive tenho amigos em todas as chapas.

De lá pra cá pude conhecer um pouco melhor nossa candidata, tocante às suas ideias, postura, despreendimento e coragem. Assisti-a no Conversa de Botequim (até o Plínio Lins estava visivamente surpreso com a energia e contundência com que defendia a administração vigente e suas propostas, e a si própria) e convidei-a a visitar a empresa na qual e para a qual exerço minha advocacia. Os pedidos de apoio que formalizei foram atendidos pela imensa maioria dos advogados que a integram, o que muito me alegrou e honrou.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ética, arroto e hipocrisia

A cada dia que passa constato com mais convicção que o desrespeito ao adversário, e a hipocrisia, imperam nas lides políticas de qualquer natureza nestes estado e país (sendo que a hipocrisia é induvidosamente mais perniciosa do que aquele, pela capacidade de manipulação da vontade do eleitor, que lhe é ínsita).

O móvel para o seu exercício tem sido, desgraçadamente, a defesa da ética. Justamente a ética, tão prostituída no dia a dia de nossas vidas, quando, por exemplo, recebemos de órgão público sem a contraprestação do trabalho (mais das vezes figuras que povoam nossas colunas sociais), furamos fila e ainda nos orgulhamos da esperteza, tratamos o semelhante com preconceito, e até com crueldade, em razão de opção sexual, cor, classe social..., traímos o sentimento dos que nos amam, usamos o telefone da empresa/pessoa que nos remunera para tratar de assuntos pessoais, não raro desimportantes, ou subtraímos para uso pessoal seu material de escritório, estacionamos em vaga destinada a deficiente físico, gestante e idoso, votamos no candidato venal porque é nosso amigo ou lhe devemos favor, compramos decisão judicial, vendemos decisão judicial, fraudamos concurso público, sonegamos imposto, deixamos de olhar para o nosso próprio umbigo, ou deliberadamente o tapamos, para ficarmos mais à vontade para arrotar ética naquele a quem atribuímos lhe falta, fazemos política desrespeitando o adversário, mentindo, falseando, denegrindo, inventando, manipulando, destruindo, arrotando... ética.

sábado, 3 de novembro de 2012

O povo e a teoria do "domínio do fato"

osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br

Aos que imaginavam que o espetáculo midiático em que se transformou o julgamento do “mensalão” seria revertido em votos nos candidatos de oposição ao governo federal deram com os burros n’água. O PT não somente se sagrou o grande campeão de votos da última eleição, como o vencedor em São Paulo, mais importante município do país.

A pergunta que, atônitos, certamente se devem fazer é: por quê? Para mim é simples. O povo, com o auxílio do próprio STF, aplicou às suas escolhas a teoria do “domínio do fato”.