F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E o “Nobel” da Seguridade Social vai para o...!

Já pensou, hein!E não é que o prêmio foi pra ele?! O maior prêmio do mundo na área da Seguridade Social! Sim, me dirijo a você, como eu, que jamais precisou de um prato de comida, de um tostão porque lhe faltasse meio (tostão). Você, sim, como eu, que enquanto filho não sentiu a dor da fome nem viu seus pais desesperados pela falta de um vintém pra botar comida na mesa, e como pais jamais viu a cara dela em seus filhos. Agora, passada uma mísera década numa história de mais de 500 anos, veio o reconhecimento internacional na forma de prêmio. Já pensou?


Graças a Deus! A gente diria e diz. Não é? Graças a Deus! Claro, você vê, como eu, que a gente énuma palavra, pri-vi-le-gi-a-do! E a gente agradece a Ele porque a nossa fé assim nos manda fazer. Mas a gente sabe que se Deus tem a ver como nossa bonança, naturalmente não tem absolutamente nenhuma responsabilidade pela desgraça do sujeito desafortunado, que passa ou passou fome, que já nasceu lascado, num ambiente lascado, filho de pais lascados, num país lascado(roubado) de um mundo lascado. Epa! Lascado para alguns! Para os que não tiveram, como a gente, o direito de exclamar/agradecer: “Graças a Deus!”

Isso sempre, desgraçadamente  vou insistir na (des)graça , ou não, me passava  de umas maneiras meio chatas pela cabeça, primeiro pelo coração. Por que o filho do José, que era pobre de Jó e passava por terríveis dificuldades, tinha nascido filho do José? Sim, claro que o Josétinha namorado com a mãe dele, antes dela ser mãe dele, claro de novo... Mas o que me incomodava e me deixava acabrunhado era porque eu vivia numa família que, se não era rica, tampouco faltava algo pra gente viver com dignidade. No meu país era assim. E nada acontecia para mudar essa situação. Ninguém jamais olhou pro filho do José, pro José, e pra namorada dele,do ventre, ou do bucho de quem nasceu. Falo olhar, de verdade! Ou olhar que nem se brinda com verdade e sinceridade, com a mão esquerda e olhando no olho do outro, como me ensinou meu amigo Adelino Mota, lá do querido Portugal.

Um dia, já adulto, as coisas começaram finalmente a mudar no meu país. Naquele país, finalmente criou-se um programa de governo que deu dinheiro pra botar comida na boca dos miseráveis que não tiveram a fortuna de nascer num berço onde não passariam fome. Como eu, e como você. O José, o filho do José, e a mulher do José, que com este namorou e virou também mãe do filho do José, e esta em certo sentido também mãe dos dois, já que era ela quem recebia o tal do cartão com que recebiam aquela ajuda, passaram a aprender a sorrir. É que a miséria em que viviam deixou de serA vida deles melhorou por demais!... Pra gente seria nada. Mas pra eles... O suficiente pro José nunca mais ter visto a cara da fome no rosto do seu filho. Mais! O filho de José pôde finalmente ir à escola. Um poder/dever, porque se não fosse, voltaria à miséria. E assim os anos foram passando... Com o pouco dinheiro que passaram a receber deixou de faltar comida em casa e o filho do José  vou contar: até os pais do José conseguiram uma ocupação melhor — terminou os estudos e, pode fazer cara de espanto!, conseguiu ingressar na faculdade num outroprograma que aquele governo inventou para atendê-lo, um tal de PROUNI. Digo mais: o pexte (o “x” é pra você ler chiando, ou xiando) já tá pensando num tal de CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS, pra depois! Quer estudar no exterior, o cabra. José tá num orgulho só... E haja programa tal, programa qual... A vida mudou pro José e sua família. E pra milhares de Josés e filhos de José e mãe dos Josezinhos.

Resumindo a história: a mulher do José, com quem ele namorou sem teto e sem comida, embora, e continuou a namorar, agora mais sastisfeito — como diz meu amigo “seu” Anselmo, vigia de “casa de família” —, depois da tal bolsa que o governo do meu país criou, foi lá no governo e dispensou a bendita ajuda. Ela não precisava mais. Nem o José, nem o filho deles. Calou a boca de muita gente... Gente que nunca passou fome, bem verdade. E era, e até é, do contra. E que reza! Vive orando ao Deus dela e posando de boa samaritana. Uma ova! E esse Deus dela não pode aprovar esse comportamento. Ô, se não. Mas é claro que não, meu filho! E quando me dou conta, feliz, dessa história que veio reparar a injustiça daquela vida onde a família do José nasceu e vivia, eis que o tal do programa que aquele governo inusitado criou, aperfeiçoou e teve a generosidade, a coragem, a alegria, a grandeza, a visão e, principalmente, a vontade política de aplicar — mesmo sofrendo tantas críticas, ataques e pressões em contrário (sim, você sabe, tinha muita gente que conseguia ser contra, e ainda é, pra você ver...) — acaba de receber o maior prêmio concedido no mundo nessa área.

Já pensou, hein? E não é que o prêmio foi pra ele?! O maior prêmio do mundo na área da Seguridade Social!  Vou até escrever o nome, porque me lava a alma. Tenha calma, porque o nome é meio difícil. Foi o, foi o... Award for Outstanding Achievement in Social Security! Pronto. Esse bendito prêmio, lá do chamado 1º mundo, foi concedido pela respeitada (até uma horas!)Associação Internacional de Seguridade Social, com sede na Suíça, fundada em 1927, e reconhecida por 157 países e 330 organizações não governamentais.

Eita! Parabéns, Bolsa Família! Parabéns, Governos Lula e Dilma! Parabéns, ao meu novoPaís. Sim, agora, finalmente, um País que já pode começar a ser escrito com “P” maiúsculo. Sim!Nesse sentido, sim! O gigante acordou!

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