F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

sábado, 17 de maio de 2014

Desabafo

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Meu nome é Edécio Campos Nevados de Marina. Culpa do cartório: era pra ser Marinha. Não espere saiba explicar esse trem (meu nome). Vim aqui reclamar do governo. Ultimamente me interessa. Dizem ser falsidade, traição... Que nada. Tão é com inveja. De quê? Ah, sei lá.

Bom, de uns doze anos pra cá fui tomado pela revolta e a desesperança. E parece irreversível, visse? Por mais que nossa mídia grande — aquela ética, verdadeira, honesta, imparcial, insuspeita — tenha, até, desbordado de seu histórico papel super jornalístico (como sabemos e apoiamos, vivas!), para se transformar no único partido político importante de oposição, o fato é que não tem sido exitosa no que é, afinal, nosso principal objetivo: enxotar do poder essa cambada que teima em dar vez aos pobres e miseráveis deste país.


Meus queridos órfãos-destros: Queremos nosso eterno “país do futuro” de volta! Voltar a poder chamar de tio o Sam! Tenho certeza que se entregássemos nossa Petrobrax (opa! Petrobrás), como tentamos com o sociólogo — sim, o da reeleição —, nosso tio nos aceitaria de volta! Sem petralhas, tampouco uns bexigas duns tupiniquins comunistas, que até se meter nessa história de trazer a Copa do Mundo pra cá se meteram. Por mim, dava uma pisa em tudinho, até esfolar! Por que o ódio? Comem criancinhas, sabia, não? Não que eu desejasse uma cama debaixo de sete palmos de terra pra eles e seus simpatizantes, ou praqueles que cometem o pecado de pensar diferente da gente (Deus me livre!), mas se acontecesse, né?... Talvez fosse a instrumentalização da vontade divina... Já aconteceu uma vez, afinal. Ai, saudades... Vou nem falar.

Bem, o fato, agora, não bastasse os filhos das domésticas se formarem em doutor — e em Universidade Federal, vê se pode! — e médicos estrangeiros serem contratados pra tratar duns miseráveis nuns rincões onde a gente só aparecia em época de eleição, e para onde os nossos não quiseram ir, temos que nos deparar com os empresários de ônibus justamente protestando porque esses ex-pobres só querem saber agora de andar de avião. Taí a consequência! É ou não é de revoltar?


E assim, nobres órfãos-destros, a tristeza já virou desesperança; a revolta, estresse. Outro dia fui levado ao psiquiatra, após ouvir — e foi ao longe e baixinho! — o cantarolar daquela inocente canção infantil, em que tiveram o desplante de mudar o tempo verbal: eu FUI pobre, pobre, pobre / de marré, marré, marré / eu FUI pobre, pobre, pobre / de marré deci. Pirei!

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