F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Se correr o bicho pega, se ficar...*

ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
*Tb pub. no jornal GAZETA DE ALAGOAS e nos sítios Pragmatismo Político e do PCdoB/AL 

É nessa sinuca de bico em que se encontra o principal “partido” de oposição do país: a chamada grande imprensa. Explico:

Quando da tragédia de que foi vítima o então candidato à presidência da república, Eduardo Campos, percebeu-se na mídia grande, às escâncaras, um incontido rebuliço no sentido, de um lado, de sondar o mais rapidamente possível a tendência do eleitorado na hipótese de Marina Silva ser alçada pelo PSB à candidata do partido no lugar de EC (no dia seguinte ao desastre aéreo, o jornal Folha de São Paulo já estava nas ruas realizando pesquisa para esse fim) ― e se esta também seria a sua vontade (à época presumida, mas não confirmada) ―, enquanto, de outro, mais do que torcida, uma indisfarçável pressão sobre o próprio PSB, além de incontestável tentativa de cooptação popular em favor da então candidata a vice-presidente, fundada na exploração da emoção e, mesmo, comoção que se seguiu ao triste ocorrido (não se olvide que a comoção que se viu também ela foi propositadamente turbinada pela própria cobertura midiática deflagrada imediatamente após confirmada a presença de EC no avião).

Ocorre, porém, que MS não passa de instrumento caído no colo da mídia grande para levar a disputa eleitoral para o segundo turno. Aposta-se nela para ajudar a tirar do poder o PT e seus aliados (não se enganem, porém: não a querem, tampouco).


Alcançado o primeiro dos objetivos ― Marina alçada candidata (ainda que enfiada goela abaixo de alguns quadros tradicionais e históricos do PSB, do que é seu maior exemplo o coordenador-geral da campanha de EC, Carlos Siqueira, de quem ele, doravante, “queria distância” e que “fosse mandar na Rede dela”) ―, robustecido pela inédita pesquisa eleitoral a prever a ocorrência de 2º turno entre Dilma e a própria Marina (ainda que realizada sob comoção, espontânea e nem tanto), viram-se os grandes grupos midiáticos entre a cruz e a espada ― com o perdão pelos diversos chavões: de um lado, precisam continuar municiando o cacife eleitoral da candidata; de outro, devem desconstruí-la, porque não podem correr o risco de que no eventual e desejado 2º turno seu candidato, Aécio Neves, fique de fora. O lado bom de tudo isto: a Marina de agora será bem diferente daquela de 2010. É que agora o eleitorado poderá conhecê-la e as suas já inescondíveis contradições.


Pesquisas eleitorais não me seduzem; tampouco as desprezo. Escrevo na véspera de divulgação de uma. Veremos o que prognostica.

(Escrito em 25.08.2014) 

Nenhum comentário: