F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Avante, presidenta Dilma!


De um lado, uma presidenta para orgulhar qualquer povo:

Guerreira: jovem, presa por defender mais justiça e igualdade social, sofreu nos porões do horror da ditadura as mais terríveis torturas físicas e psicológicas de seus algozes, fardados ou não (prepostos daqueles). A selvageria que a vitimou não maculou seu coração com ódio, nem quebrou sua alma valente, tampouco tornou insensível ao abismo social crescente desde então.

Democrata e republicana: desde que eleita, não teve um dia sequer em que ela e seu governo não tenha sido atacados pela chamada grande mídia, com mentiras e manipulações, além de matérias criminosas. Contrário senso, todos os grandes feitos de seu governo, ou são omitidos, ou distorcidos. À oposição, notadamente ao PSDB, o silêncio e acobertamento cúmplicesJamais investiu contra qualquer um desses meios de comunicação. Da mesma forma, apesar das escancaradas evidências de seletividade de alguns entes da república no exercício de seus misteres, não se tem notícia de que, em algum momento, houvesse tentado influir no trabalho desses entes. Muito pelo contrário: ela e Lula criaram os principais mecanismos de combate à corrupção livremente aplicados, inclusive contra membros do partido a que é filiada.

Honesta: não há, até hoje, um só fato supostamente criminoso que se lhe possa ser atribuído; não responde a processo, a inquérito, a sindicância, ao que quer que seja. Isto apesar de seu governo, e o de Lula, e o PT, serem incansável e seletivamente investigados, às escâncaras, diuturnamente, há mais de doze anos.

Competente: sob as regras do sistema capitalista, conseguiu realizar um primeiro mandado de inéditosavanços sociais e econômicos, jamais experimentados pelo país, inobstante falhas cometidas, tanto na condução política, quanto na econômica. Para todos os gostos. Desde as vistas pelo mais reacionário capitalista, até aquelas apontadas pelo mais radical esquerdista.

É essa a mulherporém, legitimamente reeleita, que, de outro lado, um banco de políticos amorais —mais sujos do que pau de galinheiro, eleitos por uma parcela da sociedade que de hipócrita até a medula se atreve a atacá-la moralmente — quer expulsar da presidência do país, sob a liderança de um desqualificado, que persiste a zombar do país com o traseiro refestelado na cadeira de presidente da desmoralizada Câmara dos Deputados, defendidopor sua turbe de maus elementos.

Força, Dilma! Ao seu lado perfilam eleitores e não eleitores. De movimentos sociais, artistas, intelectuais e juristas de escol, a reitores universitários, a CNBB e o povo. Que não se enganem os golpistas.

domingo, 29 de novembro de 2015

Para sempre, meu pai*

31/12/2010
*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS, 28.11.2015, sábado.

Uma vez, você me disse: nada poderia ser mais importante do que a nossa união. Regozijava-se, porque via éramos leais uns com os outros. Vejo que isto é perceptível mesmo quando você já se foi, porque nossa mãe segue sendo a nossa liga.

Interessante como você parecia ser sábio, no seu jeito (só) aparentemente displicente de ver e dizer as coisas. Fui percebendo por exemplos que testemunhava na sua profissão, de médico clínico, e por diagnósticos ou prognósticos sobre os problemas da vida que nos desafiavam. Invariavelmente os ouvia, no silêncio de seu quarto, ou, mais amiúde, em nossas viagens pelo interior do estado, quando você conseguia me arrancar da cama para acompanhá-lo bem cedo, ou quando você se resignava aos meus horários, para ter-me consigo.

Uma vez colega seu testemunhou-me diálogo havido contigo sobre concurso público que eu prestara: se ele não passar, só passaram gênios. Sorri, porque você não me deixava perceber essa sua expectativa. Também me dizia da minha irmã, primogênita, que seria a melhor médica que poderia ter passado por aqui, não fosse tão boa nas letras, donde talvez por isto a sua caçula tenha seguido o caminho que aquela abdicara. Noutra, um dos filhos de compadre seu vaticinara-me: meu pai me disse: se ele tinha algum amigo na vida, esse amigo era o Toinho.

Nunca conheci ninguém mais da paz do que você. Certamente puxara a seu pai, o Major Ioiô, o mais pacífico “coronel” dessas bandas. E, aqui, você era involuntariamente dissimulado, porque quem não o conhecia tinha-o por bravo. Você era tão da paz, que não raro achei-o tolo, alguém que os outros teriam feito ou faziam de bobo. Para depois constatar que sua atitude era sempre a de quem tudo fazia para evitar o conflito. Em momento algum, porém, em que houvesse necessitado da sua presença masculina, você me faltou. Nessas horas de aflição, sentia sua força e o bem que ser seu filho me fazia.

Minha mãe foi muito amada por você. Nunca presenciei alguém que humildemente visse tanto a mulher como alguém muito além de si. Sempre percebi que você a considerava o leme de nossa família. Mesmo quando o leme era você. E ela, por sua vez, amou-o tanto, que estava definhando junto com você e as doenças que teimavam em testar a sua resistência. É, pai, a minha mãe teve a saúde renovada quando você, sem se render, foi chamado por nosso Pai que, finalmente, fê-lo descansar.


Aí, vez por outra, aqui no Villas, vejo-me a dizer-te do meu amor. E do amor que você nos deixou: a mim, a Rosina, a Dani, e a nossa mãe. Para sempre.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Acabou-se o que era doce*

*Tb pub na Gazeta de Alagoas e nos sítios PCdoB - Alagoas e Pragmatismo Político

Era uma vez uma empresa de nome poético como a região onde fazia morada: Vale do Rio Doce. Considerada a maior empresa de mineração do mundo, pertencia a um país chamado Brasil. Um dia, um príncipe, que reinava naquele país embora o regime não fosse oficialmente monárquico, tanto que nele havia um parlamento com vários representantes do povo, mas que ao povo não representavam, salvo uma minoria bastante minoritária, entendeu que o tal do Brasil, que estava devendo a deus e ao mundo, desrespeitado e desacreditado internacionalmente, deveria vender tudo o que tinha. Seu argumento, defendido pela grande mídia que lhe era subserviente, entre outras razões porque desfrutavam de muitas benesses, e deviam satisfação ao grande patrão, chamado EUA, todos escravos voluntários do seu deus, o capitalismo, era o de que o Brasil necessitava vender o que tinha para melhorar o emprego, educação, saúde, segurança, agricultura, representados pelos cinco dedos da mão de Sua Majestade.

Aí então o príncipe passou a vender o que via pela frente, inclusive a VRD. Vendia muito barato. E ainda ajudava os interessados, emprestando-lhes o dinheiro do país, em condições de pai para filho, para que esses comprassem o que o país ofereciaAlguns dizem que assim foi porque o príncipe era ruim de matemática. Outros, que houve muita ladroagem, comprovadas ou comprováveis, mas não deve ser verdade, já que as denúncias eram arquivadas pelo assessor geral do príncipe, que certamente o fazia porque deviam ser descabidas. A própria polícia do príncipe trabalhou muito pouco naqueles oito anos de reinadoapenas 48 operações, sinal de que estava tudo certo. Porém,os problemas do país, mesmo com a liquidação promovida, agravaram-se, inclusive aqueles dos cinco dedos.

Enquanto isto, a Vale do Rio Doce, antes orgulhosa de seu nome, homenagem às águas que eram e davam vida, sob novos donos entendeu de rebatizar-se, excluindo-o. Passou a chamar-se apenas Vale.

O que não se esperava, salvo para aqueles que conhecem bem de perto o deus capitalismo, é que a nova Vale iria extirpar o rio também da vida de toda a população daquela região daquele país. Sob os auspícios do seu deus, o Capitalismo, matou o rio Doce. Morreram também o Claudio, o Sileno, o Waldemir, a Emanuely (cinco aninhos, ela tinha), Thiago, o Marcos Xavier, o Marcos Aurélio, a Maria Elisa, a Maria das Graças, o Antonio... Já são onze. Desaparecidos outros tanto. Foi no Brasil, essa tragédia. No Brasil.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Para, que eu quero descer!

*Tb pub na Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB/AL

Embora se comemorasse, para 2015, um crescimento previsto de 2,1% e o déficit a 2,2% do PIB, o crescimento do desemprego, na ordem de 8,1%, e o sufocamento de seu modelo social erampreocupantes. Atribuía-se os reveses ao golpe “político” e ao anúncio da antecipação das eleições, fato político que não ocorria desde 1958.

Segundo importante periódico francês, o terremoto político teria a marca dos democratas (de direita), que terminaram em terceiro lugar nas legislativas de setembro; É que, em evidente revanche políticaperdedores que não sabem se comportar com a altivez, o equilíbrio e o compromisso com o país que deles se espera —, deixaram o governo em minoria(a coalizão de esquerda dispunha, em fins de 2014, uma maioria apenas relativa (138 cadeiras num total de 349), frente à composta pelos democratas e partidos de oposição aliados (conservadores, centro agrário, liberais e cristão-democratas).

A crise política, pois, ao refletir na economia repercute no eleitorado, fim perseguido por seus protagonistas, talvez esquecido de que o surpreendente déficit orçamental vivido na década de 1990 (13%) não se dera como consequência da irresponsabilidade dos dirigentes políticos, como defendia a direita, mas da política de austeridade a que fora submetido o setor privado.

Ah! Referia-me à Suécia. Não por acaso, apesar das abissais diferenças com nosso jovem e secularmente explorado Brasil, é possível enxergar-se, ainda que nessa diminuta e despretensiosa análise, incríveis semelhanças.

Aí a grande mídia me recorda que o país está indo à bancarrotaE apesar dos avisos e análises econômicas diuturnas fúnebres, parcela da sociedade não parece senti-la, o que é igualmente preocupante.

Pois bem, num arroubo de irresponsabilidade, dada a crise!, resolvi passar o feriado num desses resortsde férias, aqui mesmo nas Alagoas. Fui com sintomas depressivos pela minha manifesta prodigalidade.

Pois qual não foi minha surpresa: o hotel estava lotado, quase mil pessoas felizes da vida, bebendo, brincando, divertindo-se. Uma espécie de catarse coletiva, afinal,... estamos em monumental crise!Soube depois que a rede hoteleira de Alagoas esteve próxima de 100% de ocupação! E num é que, não me dando por satisfeito, fui inventar de meinformar sobre os vôos: Deus do céu! Aeroportos do país simplesmente lotados! Conclusão: estamos todos loucos, apesar dos avisos patrióticos da grande mídia nacional e das seis famílias que a dirigem. Meus sais!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Os verdadeiros males: ignorância e hipocrisia*

www.pulpitocristao.com
*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e no site do PCdoB  - Alagoas

Hoje, como nunca, são correntes expressões de estupefação com a corrupção no país e com os políticos, como se caminhássemos para a completa degradação moral e ética do país, por conduto dos governos Lula e Dilma.

Ora, das duas uma: ou a ignorância política e histórica alcançou níveis que nem Paulo Freire, aqui, ou José Martí, na ilha caribenha, ousariam prever, ou a hipocrisia, em que a indignação seletiva é uma horrenda fotografia, está mais disseminada por estas terras do que a tão atacada corrupção, que seria endêmica e presente apenas no vizinho, ainda assim se este for político ou ligado ao partido dos referidos presidentes.

Não são devaneios, mas fatos. Quais os governos que mais combatem(ram) a corrupção na história do Brasil? Os de Dilma e Lula. Registre-se que o combate seria, para muitos, seletivo; as investigações seriam direcionadas à desconstrução do governo, de Lula e Dilma, e do PT. Se for correta essa compreensão, como parece ser, só demonstra a autonomia que os órgãos policiais e de persecução criminal desfrutaram e desfrutam nesses governos. Para se ter uma ideia, enquanto a polícia federal, no governo do FHC, não realizou, durante seus oito anos de governo, 50 operações, e o procurador-geral da república, nomeado e reconduzido por ele ao cargo contra a vontade da maioria dos procuradores federais, ficasse conhecido como engavetador-geral da república, por arquivar todas as investigações contra o governo de então, a polícia federal nos governos agora atacados já realizou quase 2.300 operações, e os respectivos procuradores-gerais desse período podem ser acusados de tudo, menos de que engavetam processos contra políticos ligados à presidenta.

Não é só! Pode acrescentar-se, também, que a Controladoria-Geral da União foi criada no governo Lula, e as leis de acesso à informação, contra a lavagem de dinheiro, anticorrupção e contra as organizações criminosas (onde inserida a festejada delação premiada) o foram no governo Dilma. Enquanto isto, no governo do FHC, foi criada a lei do petróleo, que afastou a submissão da PETROBRÁS à lei de licitações, em 1997. E antes, em 1996, o próprio cidadão confessa em seu recente livro de memórias ter sido avisado de que havia uma “bandalheira” na companhia. Além de nenhuma providência adotar (prevaricou?), então, ainda afrouxou-lhe a fiscalização. Mas corruptos são onde a corrupção é combatida.


Quer dizer, cai-se no mesmo minifúndio de alternativas: que vai da ignorância à descarada hipocrisia.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A mídia e a idiotização política*

soldadonofront.blogspot.com
*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB - Alagoas

Para impedir a eleição de Lula, a grande imprensa divulgou que Abílio Diniz, aquele do Pão de Açúcar, fora sequestrado por militantes do PT. Mentira. Noutro episódio, fez um escarcéu da gota com uma pedra-petista que teria sido desferida contra o-cara-que-não-sossega-enquanto-não-entregar-o-pré-sal-ao-capital-estrangeiro, o Zé Serra, uma dos maiores vendilhões tupiniquins, ao lado do candidato-chorão-que-nunca-deu-um-tapa-numa-broa-mas-que-adora-aeroporto-helicóptero-dar-porrada-em-mulher-e-outras-coisitas-mais, o Aébrio, ops, Aécio. Descobriu-se que a pedra tinha sido uma perigosa bolinha de papel.

Às vésperas da última eleição, a revista-esgoto-do-jornalismo-nacional noticiou, em mais uma de suas capas e matérias criminosas, que Lula e Dilma “sabiam de tudo”. Resultado: Mentira. Não há nada contra um, nem contra o outro, mas o há, na própria Lava Jato, e contra a maior parte dos que lhe fazem oposição, inclusive em outras operações que não têm o amparo midiático, como Furnas, Zelotes, o Trensalão Tucano, etc.

A mesma mídia grande — não uso a expressão “grande mídia”, por razões óbvias — martela nossos olhos e ouvidos diariamente com manchetes e matérias alarmantes que transitam da “crise”, para “apesar da crise” — quando a notícia é boa e daquelas que não podem ser omitidas. A crise que nos assola(!), e não aquela que permeia toda a economia mundial desde 2008, aí incluídos, entre suas vítimas, nada menos do que a Europa inteira, os EUA e até a China.

Passamos a sentir os efeitos da crise apenas em 2015. De 2008 a 2014, vivemos com as menores taxas de desemprego da história, com inúmeros programas sociais inéditos e vitoriosos, uma carreada de universidades federais e escolas técnicas construídas e com inflação baixa e controlada. Formos fazer uma análise do que é veiculado na mídia internacional, constataremos que o principal temor da população é a instabilidade econômica mundial. Aqui, entretanto, a crise é tratada fora do contexto em que se encontra, como se fosse um mal nosso, fruto de um governo inoperante e que inventou a corrupção.


Enquanto isto, Lula é o presidente que mais homenagens de países e organismos internacionais recebeu de toda a história; Dilma, a presidente que mais combateu a corrupção e mais entregou casas à população; e o Brasil-gastador o país com mais de 370 milhões de dólares de reservas (FHC deixou a presidência, em 2002, com um caixa de 37 milhões de dólares, devendo ao FMI e ao escambau). Tá bom ou quer mais?

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

As Forças Armadas, o comunista e espingarda*

vermelho.org.br
*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS e nos sítios PRAGMATISMO POLÍTICO e PCdoB - Alagoas

O Brasil deve ser um país que exerce enorme fascínio aos estudiosos sociais de todo o mundo contemporâneo. De um lado, conseguiu tornar-se independente sem precisar dar um só tiro, e somente precisou entrar em guerra com uma única das nações que lhe fazem fronteira, e só uma vez. Um país cujo povo tem a mestiçagem, a alegria, a criatividade e a hospitalidade como características reconhecidas por todos.

De outro lado, é também o país que assassinou crianças paraguaias mandadas à guerra por um ditador louco e cruel; que, no ocidente, resistiu por derradeiro à libertação dos escravos, e que teve a segunda mais longa ditadura militar da América Latina. Um país cuja parcela de seu povo é capaz de queimar miseráveis que dormem nas ruas, e é intolerante com as diversas diferenças, seletivo na sua indignação com a corrupção, e insensível às desigualdades sociais. Um país que não leu Marx, e pensa conhecer Jesus; que não estuda história, e idolatra as atrações consumistas que lhe batem à porta.
                                                                                              
Porém, é ainda o país que, finda a ditadura, elegeu (e reelegeu) presidente um humilde nordestino, metalúrgico e sindicalista, e em seguida elegeu (e reelegeu) uma mulher de classe média, forjada nas lutas contra a ditadura militar, sobrevivente corajosa às mais atrozes e covardes torturas físicas e psicológicas.

g1.globo.com
Pois bem, é esse também o país que a partir de oito de outubro último tem como Ministro da Defesa o comunista alagoano e deputado federal por São Paulo, por seis legislaturas, Aldo Rebelo, do PCdoB.

http://portalcorreio.uol.com.br/
Numa solenidade simples, mas emocionante e muito prestigiada por representantes de inúmeros países, inclusive dos EUA, de integrantes das três Forças, inclusive de seu alto escalão e da reserva, de políticos que iam do próprio PCdoB ao PSDB, de membros da igreja, além de amigos e familiares do Ministro, fora momento histórico de extrema importância para o país. Donde é fácil constatar enquanto parcela da sociedade politicamente regrediu, ou permaneceu em 1964, os militares experimentaram inegável e alvissareiro amadurecimento político. Recomendo a todos que se deem o direito de assisti-la: basta acessar o You Tube.


E a espingarda? Bem, é que o Ministro, ao final de suas palavras, reportou-se a uma espingarda de caça que fora do Marechal Floriano Peixoto, e que adquirira quando soube estava para ser leiloada pela família. Não, ele não a guardou para si. Doou-a ao Museu do Exército do Forte de Copacabana. Como bom comunista.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A política e o futebol*

http://pmdbma.com.br
*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS e nos sítios PRAGMATISMO POLÍTICO e PCdoB - Alagoas

Nasci regatiano. Diz-se regatiano aquele que torce pelo Clube de Regatas Brasil, o CRB, também conhecido como Galo de Campina, Galo da Pajuçara, Regatas, e Maior de Alagoas.

Por esse aspecto, seriam regatianos todos os que torcem por clubes “de regatas”. Mas não. Regatianos somente nós, da maior torcida do estado, posto já ocupado, bem alhures, pelo seu maior rival, assim ainda considerado em respeito à tradição e à história. Aliás, por isto mesmo, nós não seríamos o que somos sem ele, e eles não seriam o que são hoje não fosse o CRB (com trocadilho, hahaha).

Certamente, fosse um azulino a escrever a conversa seria outra, por mais que verdadeiras as afirmações por mim realizadas (hahaha), porque o que nos move é a imensa paixão por nossos clubes do coração. Então, mas não é o caso agora (hahaha), na maioria das vezes discutimos menos com a razão, e mais com o coração.

A política também tem lado. A luta, aqui, é de classes. Independentemente do grau de manipulação, preconceito, reacionarismo, racismo, xenofobia e homofobia presentes, é essencialmente de classes. Assim, com algumas variantes, pois, agrupam-se mais à esquerda, ou mais à direita do espectro político.

Essa característica “genética” explica porque o cidadão que se diz contra a corrupção, que bate panelas quando a presidenta da república vai à TV, ao argumento de que seu governo seria corrupto, e ela também — embora nada haja contra a sua pessoa —, que se enche de irresignação com o chamado Mensalão do PT, despudoradamente silencia quando Aécio Neves, já prenhe de outros registros repugnantes, é citado nas famosas delações premiadas do célebre Sérgio Moro, ou quando sabe que seu nome está na chamada Lista de Furnas, ou por Eduardo Cunha ter sido citado em cinco dessas delações como beneficiário de propina, além de estar enrolado até o pescoço com contas milionárias na Suiça.

Há inúmeros outros casos que não desembocam em manifestações travestidas de camisetas verde-amarelas da CBF lideradas por autodeclarados movimentos anticorrupção, ou no som desafinado das panelas repercutidas nas varandas dos prédios da orla de Maceió. Também não há adesivos contra a sonegação praticada pelos milionários, nem pela taxação das grandes fortunas ou repatriação de dinheiro remetido ilegalmente ao exterior.


E sabe por quê? Porque estamos em plena luta de classes, cara-pálida. A bandeira anticorrupção é de papel. E as panelas... Bem, estas permanecem no fogão, sob a direção da mão calosa de suas empregadas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Mãos Limpas à brasileira

*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas,  postada nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB - Alagoas

De um lado, o Mensalão do PT. Agentes públicos, políticos ou não, e privados, julgados e condenados pelo STF. Vou me abster de analisar o que para muitos, e indescupavelmente para advogados, juízes, membros do ministério público, bacharéis, etc., seriam apenas insignificantes detalhes, tais como condenações sem prova ou fundadas em premissas falsas — de que é exemplo a de que a Visanet seria uma empresa pública —, julgamento de pessoas sem foro privilegiado — entendimento válido apenas para aquele processo —, entre muitos outros que enodoaram para sempre a história daquela Corte.

Da mídia, por sua vez, sofreu inédita cobertura: diuturnamente, por anos a fio, as investigações, primeiro, e o julgamento, depois, foram massivamente cobertos pela grande mídia. Aqui também vou me permitir passar ao largo de questões que moldaram para a posteridade a face do jornalismo tupiniquim, a exemplo dos interesses político-partidários expostos às escâncaras, como corolário da matéria-prima fornecida semanal e despudoradamente por alguns juízes da aludida Corte em sua TV, no bojo de algo mais afeito ao teatro e prenhe de juízos de valor.

Do outro lado, o Mensalão do PSDB. Mais antigo que seu desafortunado primo, e recheado de provas contra seus agentes públicos e privados. Probabilidade de julgamento antes de prescreverem os crimes respectivos: próxima à zero.

Marchando em fileira paralela, a grande mídia tupiniquim, seguindo caminho diametralmente oposto àquele em pinceladas desenhado alhures: silêncio e proteção.

Mais modernamente, fomos apresentados à Operação Lava-Jato, ou Petrolão. No judiciário, a delação premiada é alçada a valor probante isolado, embora negado, e o protagonismo tem novel herói eleito pela mídia grande, interpretando o papel com indisfarçáveis deslumbramento, soberba, medievalismo e parcialidade. O MPF, por sua vez, enquanto sai à caça de algo para implicar Lula, que nunca foi sequer referido em nada, arquiva inquérito contra Aécio Neves, citado pelo doleiro Youssef. Onde? Em delação premiada.

Para a mídia, por sua vez, é irrelevante que políticos ligados ao PSDB, a exemplo de Aécio Neves, José Serra e Aloysio Nunes tenham sido citados em delações que tais. O que importa é o selo PT. Tem? Repercuta-se. Não tem. Omita-se.


Comparar isto que vemos, porque temos olhos pra ver, com a Operação Mãos Limpas, da Itália, é um escárnio. Além dos mal intencionados e cúmplices, somente os incautos e ignorantes a engrossar-lhe o coro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Uma noite, na ditadura*

http://www.ricbit.com
*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB - Alagoas

Devia ter entre seis, dez anos (1970/1974). Vez em quando íamos dormir na casa de meus avós maternos, Togo e Juracy, lá na Des. Amorim Lima. Por lá também havia outros velhinhos adoráveis, como a d. Marinete e seu esposo, “seu” Djalma.

Aos domingos, missa nos Capuchinhos, logo cedo, pra mim cedíssimo, mas eu gostava, porque me sentia mais próximo de Deus e de vovó. Algo como: estou indo à missa com a minha avó e isto é muito importante! E o companheirismo ditado pelo exercício daquele compromisso cristão, fazia-me amá-la ainda mais nesses momentos. Mesmo quando eu, impaciente, torcia pra missa acabar logo.

Naquela época, sabe-se, havia o delicioso e então possível hábito de familiares e amigos sentarem-se à calçada à porta de casa, para jogar conversa fora. E não éramos exceção, embora, ao que me recorde, meu avô não compartilhava muito desse ritual: preferia ficar lendo algum livro ou vendo o noticiário. Eu achava o máximo desfrutar daqueles momentos; havia uma sensação, real, de enorme cumplicidade e união entre todos nós. Como se sentar-se ali pra bater papo fortalecesse os laços que já existiam. E fortaleciam.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Por que a grita?*

*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS, e nos sítios PRAGMATISMO POLÍTICO e PCdoB - Alagoas

Evidentemente, nada estranho desejar-se pagar o mínimo de impostos possível. Donde muito natural irresignar-se com a criação de novo tributo. Mas quando o dito cujo incidirá sobre movimentação financeira é mister ficar de olhos e ouvidos bem abertos para não se deixar manipular, como sói se vê ocorrer pelas manifestações dos pretensos (ou não) formadores de opinião, notadamente aqueles regiamente pagos pelos grandes grupos midiáticos nacionais, ou por eles convidados na qualidade de “especialistas”, além dos representantes do capital, a exemplo de presidentes das grandes federações nacionais da indústria e do comércio.

Em primeiro lugar, o olhar para o passado. Quando a CPMF foi criada, não se ouviu nem metade das vozes, tampouco no volume de vários decibéis amplificados que hoje, em uníssono, unem-se contra a pretensão do governo de Dilma Roussef. Não falo nem da oposição, que naquela época a criou, mas para prejudicar os governos seguintes conseguiu derrubá-la, privando-os de receita com que já contavam e para a falta da qual não estavam preparados; agora manifesta-se visceralmente contrária, posando, logo ela, de amiga do povo. Refiro-me aos que acabei de discriminar alhures, tão comedidos em suas raras manifestações de então. Recordo-me bem, à época em que fôramos obrigados, pelo governo do senhor Fernando Henrique Cardoso, a pagar o então chamado “imposto do cheque”: não se via na grande imprensa brasileira essa cruzada contra a sua imposição e manutenção, muito menos dos dignos representantes do parlamento. Por que agora, quando o Brasil finalmente é inserido na crise mundial e necessita equilibrar as contas públicas?

Em segundo lugar, sabido que o ínfimo percentual a incidir sobre as movimentações financeiras é de 0,2%, por que a grita diuturna, massificada e amplificada da chamada grande mídia, claramente tendente a insuflar a opinião pública? A resposta não se verá sem desnudar o véu da hipocrisia. Mas desnudado... Ora, não existe imposto igual que permita identificar-se crimes de sonegação de impostos, inclusive por omissão na aquisição e venda de bens, e lavagem de dinheiro. De outra parte, e até por isto, incrementa a arrecadação de receita, já que muito do que é escondido, escamoteado, surrupiado passa a sofrer a tributação.


A verdade é que o imposto sobre a movimentação financeira é uma fabulosa arma contra corruptos, sonegadores, cínicos, moralistas seletivos, hipócritas. Daí, meus caros, não se enganem, a grita.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Quero ser alienado*

*Peço desculpas ao meu pequenino, mas seleto público leitor. Por problemas técnicos no blog, não consegui publicar o texto da quarta-feira passada, 02/09, embora o tenha sido, normalmente, tanto no jornal Gazeta de Alagoas, quanto nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB - Alagoas. Desatado o nó, segue o texto:


Quero a alienação; o discernimento político de parcela das classes média e alta. Sua compreensão de mundo e da política. A verbalizada pelos famosos coxinhas. Quero ser um deles. Dos, digamos, inocentes. Os verdadeiramente alienados, incautos, mesmo. Que se recusam a pensar. Que vão na onda da mídia e do discurso dominante e hegemônico nessa democracia do capital, onde manda os que estão no topo da pirâmide social excludente. Não quero ser um dos coxinhas pilantras. Aqueles corruptos até a medula, mas que posam de bons moços e moças, respeitáveis senhores e senhoras, com seu discurso prenhe da hipocrisia mais deslavada, ou com seus crimes praticados amiúde em sua vida pública e privada. Esses são cínicos e hipócritas, mesmo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O PT e seu maior algoz*

bemblogado.com.br
*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e no sítio PCdoB/Alagoas

Que não se imagine que as diversas tendências que se situam no âmago do PT, formalizadas e identificáveis como se contraditoriamente se tratassem de diversos partidos num só, tenham sido ou sejam o seu maior problema, até para que reste preservada a harmonia. Essa característica, que aqui mais assemelha a uma frente, nem de longe é pesadelo a tirar-lhe o sono.

O maior inimigo do PT tampouco são seus maiores adversários: PSDB, DEM, parte do PMDB, desfigurado PPS, o PSB, sério candidato à desfiguração tal qual o primo, outrora PCB, muito menos o PSOL, que não raro vem a demonstrar que o esquerdismo, doença infantil há anos diagnosticada por Lênin, mostra-se vírus de difícil extermínio.

Sequer o é o PIG, o Partido da Imprensa Golpista, assim chamados pelo jornalista Paulo Henrique Amorim os grandes grupos midiáticos, alguns poucomagnatas que, com inegável competência para a mentira, a deturpação e a manipulação  sob os auspícios dos governos estadunidenses das mais diversas épocas de nossa conturbada história política determinam boa parte do clamor da opinião pública tupiniquim, notadamente de grande parcela das classes média, principalmente, e alta, preconceituosas e politicamente analfabetas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O tragicômico, a esperança e a luta*



*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS e no sítio PCdoB/AL

Depois do quantitativamente mirrado, mas qualitativamente gigantesco espetáculo de horror e riso — seria cômico se não fosse trágico, não raro com manifestações de incitação ao crime, mas certamente vergonhoso — patrocinado no último dia 16/08 por parcela das classes média e alta brancas deste país, resta-nos refletir sobre o grau de analfabetismo político nacional, a despeito dos trinta anos contínuos da nossa jovem democracia, bem como a constatação do ódio e do fascismo recrudescidos. Claro, há uma penca de inocentes úteis, presas de sua própria ignorância e de uma oposição e mídia de magnatas, cínicas e inescrupulosas. Mas nos restam, principalmente, a reação e a resistência, afinal a democracia e o estado de direito nos são muito caros.

Nesse sentido, a reação deve pautar-se, neste momento, pela ida às ruas no próximo dia 20/08, defender o governo legitimamente eleito de Dilma Rousseff. As razões são várias, e aqui não seria possível comportá-las, todas. Ainda assim, é possível citar algumas.

Primeira: não há nada contra a presidenta que pudesse sujeitá-la à insana pretensão de impeachment. Nada. A corrupção, palavra gasta, mas ainda hoje levantada pela tão irresponsável quanto incompetente direita brasileira contra todos os poucos presidentes progressistas que já passaram por nosso país, continua servindo de discurso de cooptação de inocentes úteis analfabetos políticos, bem como de cínicos corruptos, graúdos ou anões, que têm a cara de pau de vociferar contra ela. Assim foi com Vargas, Juscelino e Jango. É assim com Dilma, ainda que, junto com o de Lula, tenham sido os governos que mais combateram a corrupção em toda a sua história. A corrupção vai existir, sempre; o combate está existindo, agora.


Outras: fora todos os benefícios sociais e econômicos auferidos pelo país nos últimos 14 anos, é fato que se vive hoje uma crise econômica, mas não o é menos que é também suportada por todos os grandes países do mundo, e em grau muitíssimo mais acirrado. Basta ver-se o que está acontecendo na Europa, pelo que passaram os EUA, e o que vem experimentando a China. De outro lado, quem essa turba insana gostaria que governasse o país no lugar de quem venceu legitimamente as eleições? Aécio? Bolsanaro? Ora, não me faça rir. Se não tem um bom lavado de roupa para distrair essa mente ociosa e confusa, ao menos vá estudar. Há bons livros de história no mercado. Afinal, se não sabe brincar, e essas são as regras do jogo, não desça para o play.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Em defesa da presidenta do meu país*

*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB/AL

Ainda hoje o país se ressente da ditadura que se instalou no país de 1964 a 1985, embora eleições diretas só experimentou em 1990. É que aqui a ditadura não foi cabalmente derrotada, como na maioria dos países latino-americanos. Aqui findou por um acordo, que redundou na lei da anistia. Permitiu-se o regresso ao país de todos os sobreviventes expatriados tidos como “inimigos da pátria” pelos golpistas de farda, mediante a paga do preço de serem juridicamente perdoados todos os crimes que estes praticaram.

Assim, à míngua de uma derrota acachapante, o jornal Folha de São Paulo, por exemplo, em editorial, ousou referir-se a ela como “ditabranda” (não teria sido tão dura assim), para um ministro do STF um mal necessário, e remanesce, em um número talvez expressivo de jovens ou adultos, o surpreendente desejo de um novo golpe militar. Além desses, a imensa maioria pouco ou nada conhece daquele período. Alguns até ainda a ele se reportam como o do “milagre econômico”, onde não havia corrupção e os crimes foram um mal menor. A ignorância é triste. Muito triste.

Recentemente, no Chile, o povo saiu às ruas para comemorar o falecimento de um dos maiores algozes da ditadura que lá se instalara. Morreu de velho e de doenças. Mas os crimes que praticou não foram anistiados, antes foram apurados e seus agentes punidos. Daí que o povo não se conteve e comemorou. Assim também se deu na Argentina, no Uruguai e por aí afora. Uma simples conversa com um irmão latino-americano é o suficiente para constatar o grau superlativo de nossa ignorância e, junto com ela, porque filho dela, o preconceito.

Hoje o Brasil tem como presidente eleito uma mulher. Alvísssaras! Uma sobrevivente da ditadura, que sofreu as mais abjetas, covardes e cruéis torturas, sem jamais ter capitulado para dedurar um só de seus companheiros. Incrível! Uma filha, mãe, avó e servidora pública sem uma só nódoa que pudesse manchar sua biografia. Admirável!

Sei, ela comete erros na condução política do governo, certamente também na econômica (para uns, por políticas mais à direita; para outros, ao contrário). Ela também por vezes tropeça nas palavras. Mas ela é uma presidenta digna, que ama o seu país e tem olhos e ações (e como as tem!) para o seu povo. Por isto e por mais um tanto de razões, tenho muito orgulho dela. E agradeço pelo povo brasileiro, a despeito de todos os ataques e mentiras desferidos na última campanha eleitoral por seus adversários, tê-la reconduzido à presidência do meu país. Agradeço a cada dia.
 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O petista, o coxinha e o judeu*

*Tb pub simultaneamente no jornal Gazeta de Alagoas e no sítio Pragmatismo Político

A coisa está tão absurda que não há como não recordar os judeus e a perseguição que sofreram até descambar no maior genocídio da história recente. Não é devaneio. Nem complexo de perseguição. Basta você, que não seja, ou que ainda não tenha se transformado num coxinha incapaz de ver do lado, assistir à qualquer película sobre aquele espetáculo de preconceito e crueldade insana, para que a comparação com os primeiros passos da ofensiva contra aquele povo se estabeleça. Guardadas as diferenças várias que possam ser (e seriam) alinhavadas, fica a sensação de uma perseguição que já se mostra evidente, tão odiosa quanto insana, tão pretensiosa quanto ignorante, e tão patética quanto bestial.

O coxinha imbecil agride quem veste vermelho (por ora verbalmente), quem votou em Lula e Dilma, ou é, ou foi, autoridade desse governo, mesmo no exercício da vida privada. O desgraçado ameaça de morte apresentador de TV por emitir opinião contrária à dele, no caso ao impeachment da presidenta, contra a qual não há o mais mínimo indício de desonestidade (ainda houvesse teria direito de opinar e não ser ameaçado, muito menos de morte); manda-a tomar no c... em rede internacional de televisão, pro mundo inteiro testemunhar sua baixeza; confecciona ou põe em seu veículo adesivo pornográfico que a retrata, risonha, sendo f... por uma mangueira de posto de combustível. Esse tipo atira bomba no Instituto Lula, enquanto calhordas da mídia grande, pagos para isto, relevam o ato, como se se tratasse da bolinha de papel jogada no Serra — acerca da qual, entretanto, fizeram à época um alarde patético —, e as autoridades persecutórias do estado preferem prender quem já está preso, desde que seja o mais próximo possível do alvo certo e determinado, aquele que se deixarem politicamente vivo vencerá as próximas eleições.

A alcunha coxinha nasceu como uma piada criada na disputa eleitoral para tirar onda com os eleitores que repetem o que a mídia grande diz. Em princípio não seriam traficantes do ódio. Como não o seriam os primeiros destinatários do antissemitismo da propaganda nazista.

Mas, como lá, as crias midiáticas começam a se transformar numa espécie perigosa. Elas destilam ódio. E todos lhe são destinatários, basta entendam que o governo legitimamente eleito pela maioria do povo brasileiro deva concluir o seu mandato.

O coxinha do ódio é assim. Não tem graça. Não conhece história. Se conhecesse, começaria a pensar. Porque petista (ou quem quer que como tal seja marcado) não é judeu.