F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Todos juntos pela T.A.G.I.!

*Tb publ. no jornal GAZETA DE ALAGOAS e nos sítios PRAGMATISMO POLÍTICO e PCdoB/AL

Sei... A terceirização já hoje é possível. Mas atente: só para atividades-meio. Um banco, por exemplo, não pode contratar caixas via empresa terceirizada, porque atividade-fim; pode para serviços gerais e vigilância, por exemplo.

Portanto, temos que garantir o direito também a contratar terceirizados para atividades-fim. Menores salários com menos direitos, donde todo o apoio à PL 4330! Ou você não quer ter mais lucros?

Sei... Você, grande empresário pessimista deve estar se perguntando como a terceirização pode passar no Congresso se a imensamente maior parte da sociedade é constituída de trabalhadores. Sabe de nada, inocente!

Ora, em primeiro lugar, temos hoje o Congresso ideal para aprová-la. Explico: graças ao nosso sistema político-eleitoral, é felizmente o poder econômico quem manda. Assim, nossos parlamentares são dos mais conservadores dos últimos tempos, bancadas ruralista e do grande empresariado à frente. Basta ver quem é o presidente da Câmara!

Em segundo lugar, temos os grandes grupos midiáticos a nosso favor, que como seria de se esperar estão usando todos os artifícios para convencer seu incauto público de que a terceirização é boa para o trabalhador, como o de que ela regulamenta a situação dos explorados (kkkkkk – perdoem-me, gargalhei). E ainda botam uns pelegos pra apoiar, tipo aquele Paulinho-Cara-de-Pau. Os caras são bons, mesmo! A gente até imagina a classe média repercutindo o discurso que lhe fora emprenhado pelos olhos e ouvidos... E quando lhes é informado que PT, PCdoB e PSOL são contra, pode comemorar! Batata! Oh, povinho fácil de enrolar... Ai, ai... (rindo, ainda).

horia.com.br
Em terceiro lugar, com os queridos grandes grupos midiáticos à frente, nossos verdadeiros partidos de oposição!, temos a cobertura maciça, e seletiva!, da corrupção, protegida e nutrida pela deusa tucana da justiça. Tudo minúsculo, tudo ao nosso lado! Ou você não vê que a turma toda entrou na onda e engoliu o discurso deles, com ódio até? Palmas! Fora, anticorruPTos! A propósito, já pegou o seu adesivo?


Portanto, amigo empresário do ramo da tucanagem, é hora de arregaçar de novo as mangas customizadas e brandir as panelas gourmet e ir pra rua! Que tal, ao invés de MBL, criarmos o MBLTAGI? Emebeletagi! É sonoro! Movimento Brasil Livre e pela Terceirização Ampla, Geral e Irrestrita?! A gente pode até pegar a música do Vandré e dar uma de povão: quem sabe faz a hora, não espera acontecer... tra-la-lá... Hein? Hein? Simbora!
www.contextolivre.com.br

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sonegação não é corrupção*

http://democraciapolitica.blogspot.com.br/
*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS e nos sítios PRAGMATISMO POLÍTICO e PCdoB/AL

Entre tantas abobrinhas carregadas em faixas e cartazes, ou esgoeladas pelos filhos da manipulação, do ódio, do preconceito e da ignorância histórico-política do Brasil e do mundo, a que dá título à crônica foi, digamos assim, a frase-surpresa do fracassado protesto do último dia 12/04, mas que serve para deixar ainda mais claro (como se fosse possível tornar mais visível o que já é escancarado) o baixíssimo grau de consciência moral e ética de grupos que tais, se é que têm algum.

Sonegação não é corrupção! Dá pra acreditar que a basbaquice chegou a esse ponto? Então o criminoso sonegador como tal alardeia-se, pretendendo situar-se num limbo mais asséptico do que aquele onde investido o corrupto? Há pérola maior do que esta, nesse profícuo e politizado movimento da direita? Talvez só mesmo a de pedir o golpe militar (um misto de patetice no mais alto grau, somada à apologia de crime previsto na legislação brasileira).

http://democraciapolitica.blogspot.com.br/
Por outro lado, dá tristeza imensa assistir aos jovens repetindo chavões adrede elaborados, sem a mais mínima noção do mico que na realidade estão a propagar, a repetir, a pagar. Nem as crianças são poupadas. Na internet assisti a um tão patético quanto insano vídeo doméstico, onde adultos, babando toda a sua ignorância e ódio, pisoteavam, chutavam e limpavam os pés numa camisa vermelha do PT, enquanto estimulavam crianças que os acompanhavam a fazer o mesmo.

Aí filosofo com minhas nunca usadas abotoaduras, inertes sabe-se lá pra quê num canto qualquer do armário: Jamais imaginei, nem nos meus mais sórdidos devaneios, que um dia iria testemunhar imensa parcela da juventude do meu país em campo oposto àquele onde situados os mais pobres, os mais necessitados, os mais injustiçados, os mais perseguidos, os mais desafortunados, os mais maltratados pela vida e por um sistema político cruel e desumano e excludenteJustamente aquele extrato juvenil que teve e tem todas as oportunidades, porque nascido em berço privilegiado. É desalentador.

http://blogauxiliardoblogltimodosmoicanos.blogspot.com.br/
Por outro lado, vem a mostrar que certo estava meu falecido avô Togo quando pregava a importância da educação enquanto maior de todos os direitos dos povos, junto com o direito ao alimento, e Paulo Freire, para quem a leitura do mundo precede a da palavra, afinal, se diploma de graduação e pós-graduação fosse sintoma de politização e conhecimento de história, certamente não estaríamos nos deparando com esse surreal 3º turno, findo no último dia 12/04.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Marx, a educação e o ódio*

*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB/AL
 

A exploração do homem pelo homem; a vida de um dependendo da exploração do trabalho de outro; a sociedade burguesa como modelo-condição à evolução dos povos. Esse modus vivendi seria a única solução possível? É o máximo a que a humanidade pode alcançar em sua tresloucada e cruel existência?

 

Para os conservadores, impossível a construção de uma comunidade onde superada a exploração do homem pelo homem. Seríamos egoístas e mesquinhos por natureza, individualistas até à medula. A sociedade burguesa, o capitalismo, o mercado seriam os balizadores do mais alto grau de convivência a que sonharíamos alcançar.

 

Porémsuperada a derrocada do que mais perto se alcançou em termos de comunismo, ainda que dele assaz distante, traduzida no fim da URSS e na queda do Muro de Berlim, percebe-se nos mais diversos extratos da sociedade contemporânea um renovado interesse pelas ideias marxista-leninistas.

 

Esse recrudescimento naturalmente não é à toa. Ao contrário, certamente impregnado por uma realidade desumana, onde imperam crescentes pobreza e miserabilidade, o desemprego, o acirramento das lutas de classes, a violência urbana, além do crime organizado, aí inserido o tráfico de drogas, naturalmente que os mais sensíveis e libertos daquelas “características” que os conservadores lhes atribuem como de sua natureza, antes discriminadas, enxergam, questionam-se e buscam alternativas para a decadência capitalista. 

 

Assim, as até hoje insuperadas ideias marxistas retornam à cena com novo vigor, ao mesmo tempo de um lado redespertando o interesse em parcelas da população mundial descontentes; de outro, entretanto, estimulando a reação do capital, que volta a amplificar o investimento maciço na aplicação das táticas de manipulação do povo, notadamente midiáticas, do financiamento em movimentos em sua defesa, escamoteado pela pecha de populares e anticorrupção (a história em alguns aspectos se repete)além do velho e patético, mas nada surpreendente ainda vigoroso discurso, de que o comunismo é o mal, pois despejado em sociedades histórica, filosófica, sociológica e politicamente tornadas propositadamente ignorantes.

 

Chega-me a notícia de que o Brasil hoje investe mais em educação do que países como o Japão, Ao mesmo tempo, persiste reduzindo as desigualdades sociais e pôs fim à fome de 500 anosTambém descobrimos o pré-sal e seustrilhões de dólares.

 

E aí? Percebe a manipulação que leva ao ódio cego e à baba, seletiva,anticorrupção?


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Vai pra Cuba! (II)*

*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB/AL

Imensa a dificuldadeNão havia agências de turismo que oferecessem algum pacote para Cuba, ou que tivesse conhecimento razoável de hotéis na ilha.Mais! Não descobrimos no Brasil uma só operadora a realizar a intermediação. A “culpa” não é delas,porém, tão vítimas quanto.

 

Com efeito, graças ao bloqueio cruel e bestial (ainda) imprimido à Cuba pela (ainda) maior potência econômica e bélica do planeta, inexisteabsoluta referência à ilha e a seus numerosos hotéis em sítios de busca na internet, invariavelmente estadunidenses.

 

O que (ainda) surpreendia, por ignorância, é que as dificuldades ocorriam, em primeiro lugar, no Brasil! Era aqui que a informação era suprimida, como nas piores ditaduras da história. Seria por isto, indagava então com minhas velhas e inutilizadas abotoaduras guardadas inertes no armário, a existência do autodenominado Movimento Brasil Livre, com o perdão pela irresistível ironia? Certamente que não, é claro. Bom seria que no Brasil, onde se vive a mais ampla liberdade de opinião e manifestação de toda a nossa história, tal movimento fosse contra a moderna ditadura, aquela imprimida pela grande mídia hegemônica e pelo poder econômico, muito mais determinante do que o político, como as investigações policiais hoje levadas a cabo estãodemonstrando.

 

No fundo, porém, acreditava, então, que as dificuldades se davam mesmo pela peculiar situação de Cuba, que (ainda) persiste em estado de vigília, em face dos milhares de ataques recebidossejam diretamente pelo governo estadunidense de então, seja com seu apoio. Redondamente enganado, porém. A verdade estava na compreensão antes exposta. A supressão de informação nos era imposta pelos grandes grupos midiáticos e por nossa sofríveleducação político-histórica; tornamo-nos tolos deslumbrados com tudo o que seja estadunidense, inclusive para desprezar a ilha. Exemplo maior é que a expressão “Vai pra Cuba!” é aqui, pasme, xingamento.

 

Finalmente, depois do auxílio inestimável e irrepreensível da agência de turismo escolhida, cujo nome não posso declinar, conseguimos hotel em Havana e partirmos.

 

Entre outras singelas observações e reflexões que aos poucos me disponho a aqui realizar, encerro afirmando que me deparei, naqueles saudosos dias, com uma multidão(!)de turistas canadenses e europeus, desde franceses, alemães e italianos, até austríacos, suecos e australianos, além de vários latino-americanos.

 

Brasileiros? Alguns poucos, muito poucos.