F R A S E

SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O PT e seu maior algoz*

bemblogado.com.br
*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e no sítio PCdoB/Alagoas

Que não se imagine que as diversas tendências que se situam no âmago do PT, formalizadas e identificáveis como se contraditoriamente se tratassem de diversos partidos num só, tenham sido ou sejam o seu maior problema, até para que reste preservada a harmonia. Essa característica, que aqui mais assemelha a uma frente, nem de longe é pesadelo a tirar-lhe o sono.

O maior inimigo do PT tampouco são seus maiores adversários: PSDB, DEM, parte do PMDB, desfigurado PPS, o PSB, sério candidato à desfiguração tal qual o primo, outrora PCB, muito menos o PSOL, que não raro vem a demonstrar que o esquerdismo, doença infantil há anos diagnosticada por Lênin, mostra-se vírus de difícil extermínio.

Sequer o é o PIG, o Partido da Imprensa Golpista, assim chamados pelo jornalista Paulo Henrique Amorim os grandes grupos midiáticos, alguns poucomagnatas que, com inegável competência para a mentira, a deturpação e a manipulação  sob os auspícios dos governos estadunidenses das mais diversas épocas de nossa conturbada história política determinam boa parte do clamor da opinião pública tupiniquim, notadamente de grande parcela das classes média, principalmente, e alta, preconceituosas e politicamente analfabetas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O tragicômico, a esperança e a luta*



*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS e no sítio PCdoB/AL

Depois do quantitativamente mirrado, mas qualitativamente gigantesco espetáculo de horror e riso — seria cômico se não fosse trágico, não raro com manifestações de incitação ao crime, mas certamente vergonhoso — patrocinado no último dia 16/08 por parcela das classes média e alta brancas deste país, resta-nos refletir sobre o grau de analfabetismo político nacional, a despeito dos trinta anos contínuos da nossa jovem democracia, bem como a constatação do ódio e do fascismo recrudescidos. Claro, há uma penca de inocentes úteis, presas de sua própria ignorância e de uma oposição e mídia de magnatas, cínicas e inescrupulosas. Mas nos restam, principalmente, a reação e a resistência, afinal a democracia e o estado de direito nos são muito caros.

Nesse sentido, a reação deve pautar-se, neste momento, pela ida às ruas no próximo dia 20/08, defender o governo legitimamente eleito de Dilma Rousseff. As razões são várias, e aqui não seria possível comportá-las, todas. Ainda assim, é possível citar algumas.

Primeira: não há nada contra a presidenta que pudesse sujeitá-la à insana pretensão de impeachment. Nada. A corrupção, palavra gasta, mas ainda hoje levantada pela tão irresponsável quanto incompetente direita brasileira contra todos os poucos presidentes progressistas que já passaram por nosso país, continua servindo de discurso de cooptação de inocentes úteis analfabetos políticos, bem como de cínicos corruptos, graúdos ou anões, que têm a cara de pau de vociferar contra ela. Assim foi com Vargas, Juscelino e Jango. É assim com Dilma, ainda que, junto com o de Lula, tenham sido os governos que mais combateram a corrupção em toda a sua história. A corrupção vai existir, sempre; o combate está existindo, agora.


Outras: fora todos os benefícios sociais e econômicos auferidos pelo país nos últimos 14 anos, é fato que se vive hoje uma crise econômica, mas não o é menos que é também suportada por todos os grandes países do mundo, e em grau muitíssimo mais acirrado. Basta ver-se o que está acontecendo na Europa, pelo que passaram os EUA, e o que vem experimentando a China. De outro lado, quem essa turba insana gostaria que governasse o país no lugar de quem venceu legitimamente as eleições? Aécio? Bolsanaro? Ora, não me faça rir. Se não tem um bom lavado de roupa para distrair essa mente ociosa e confusa, ao menos vá estudar. Há bons livros de história no mercado. Afinal, se não sabe brincar, e essas são as regras do jogo, não desça para o play.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Em defesa da presidenta do meu país*

*Tb pub no jornal Gazeta de Alagoas e nos sítios Pragmatismo Político e PCdoB/AL

Ainda hoje o país se ressente da ditadura que se instalou no país de 1964 a 1985, embora eleições diretas só experimentou em 1990. É que aqui a ditadura não foi cabalmente derrotada, como na maioria dos países latino-americanos. Aqui findou por um acordo, que redundou na lei da anistia. Permitiu-se o regresso ao país de todos os sobreviventes expatriados tidos como “inimigos da pátria” pelos golpistas de farda, mediante a paga do preço de serem juridicamente perdoados todos os crimes que estes praticaram.

Assim, à míngua de uma derrota acachapante, o jornal Folha de São Paulo, por exemplo, em editorial, ousou referir-se a ela como “ditabranda” (não teria sido tão dura assim), para um ministro do STF um mal necessário, e remanesce, em um número talvez expressivo de jovens ou adultos, o surpreendente desejo de um novo golpe militar. Além desses, a imensa maioria pouco ou nada conhece daquele período. Alguns até ainda a ele se reportam como o do “milagre econômico”, onde não havia corrupção e os crimes foram um mal menor. A ignorância é triste. Muito triste.

Recentemente, no Chile, o povo saiu às ruas para comemorar o falecimento de um dos maiores algozes da ditadura que lá se instalara. Morreu de velho e de doenças. Mas os crimes que praticou não foram anistiados, antes foram apurados e seus agentes punidos. Daí que o povo não se conteve e comemorou. Assim também se deu na Argentina, no Uruguai e por aí afora. Uma simples conversa com um irmão latino-americano é o suficiente para constatar o grau superlativo de nossa ignorância e, junto com ela, porque filho dela, o preconceito.

Hoje o Brasil tem como presidente eleito uma mulher. Alvísssaras! Uma sobrevivente da ditadura, que sofreu as mais abjetas, covardes e cruéis torturas, sem jamais ter capitulado para dedurar um só de seus companheiros. Incrível! Uma filha, mãe, avó e servidora pública sem uma só nódoa que pudesse manchar sua biografia. Admirável!

Sei, ela comete erros na condução política do governo, certamente também na econômica (para uns, por políticas mais à direita; para outros, ao contrário). Ela também por vezes tropeça nas palavras. Mas ela é uma presidenta digna, que ama o seu país e tem olhos e ações (e como as tem!) para o seu povo. Por isto e por mais um tanto de razões, tenho muito orgulho dela. E agradeço pelo povo brasileiro, a despeito de todos os ataques e mentiras desferidos na última campanha eleitoral por seus adversários, tê-la reconduzido à presidência do meu país. Agradeço a cada dia.
 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O petista, o coxinha e o judeu*

*Tb pub simultaneamente no jornal Gazeta de Alagoas e no sítio Pragmatismo Político

A coisa está tão absurda que não há como não recordar os judeus e a perseguição que sofreram até descambar no maior genocídio da história recente. Não é devaneio. Nem complexo de perseguição. Basta você, que não seja, ou que ainda não tenha se transformado num coxinha incapaz de ver do lado, assistir à qualquer película sobre aquele espetáculo de preconceito e crueldade insana, para que a comparação com os primeiros passos da ofensiva contra aquele povo se estabeleça. Guardadas as diferenças várias que possam ser (e seriam) alinhavadas, fica a sensação de uma perseguição que já se mostra evidente, tão odiosa quanto insana, tão pretensiosa quanto ignorante, e tão patética quanto bestial.

O coxinha imbecil agride quem veste vermelho (por ora verbalmente), quem votou em Lula e Dilma, ou é, ou foi, autoridade desse governo, mesmo no exercício da vida privada. O desgraçado ameaça de morte apresentador de TV por emitir opinião contrária à dele, no caso ao impeachment da presidenta, contra a qual não há o mais mínimo indício de desonestidade (ainda houvesse teria direito de opinar e não ser ameaçado, muito menos de morte); manda-a tomar no c... em rede internacional de televisão, pro mundo inteiro testemunhar sua baixeza; confecciona ou põe em seu veículo adesivo pornográfico que a retrata, risonha, sendo f... por uma mangueira de posto de combustível. Esse tipo atira bomba no Instituto Lula, enquanto calhordas da mídia grande, pagos para isto, relevam o ato, como se se tratasse da bolinha de papel jogada no Serra — acerca da qual, entretanto, fizeram à época um alarde patético —, e as autoridades persecutórias do estado preferem prender quem já está preso, desde que seja o mais próximo possível do alvo certo e determinado, aquele que se deixarem politicamente vivo vencerá as próximas eleições.

A alcunha coxinha nasceu como uma piada criada na disputa eleitoral para tirar onda com os eleitores que repetem o que a mídia grande diz. Em princípio não seriam traficantes do ódio. Como não o seriam os primeiros destinatários do antissemitismo da propaganda nazista.

Mas, como lá, as crias midiáticas começam a se transformar numa espécie perigosa. Elas destilam ódio. E todos lhe são destinatários, basta entendam que o governo legitimamente eleito pela maioria do povo brasileiro deva concluir o seu mandato.

O coxinha do ódio é assim. Não tem graça. Não conhece história. Se conhecesse, começaria a pensar. Porque petista (ou quem quer que como tal seja marcado) não é judeu.