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SÃO OS COMUNISTAS OS QUE PENSAM COMO OS CRISTÃOS” - Papa Francisco

domingo, 6 de março de 2016

1954, 1964 e hoje: não é coincidência*

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*Tb pub no jornal GAZETA DE ALAGOAS e nos sítios PRAGMATISMO POLÍTICO e PCdoB-AL de 02.03.2016

Lula perdeu três eleições. Na quarta, venceu. Depois, foi re-eleito. Durante o período atravessou turbulências graves, notadamente na política, na economia e na popularidade. Deixou o mandato com altíssima aceitação popular. Continua sendo reiteradamente eleito o melhor presidente da história do país em todas as pesquisas de opinião, e ainda hoje seria um fortíssimo candidato à presidência da república. É respeitadíssimo inclusive pela comunidade internacional. Mesmo com seu governo, seu partido e sua figura pessoal sendo atacados incessantemente durante toda a sua vida política.

Dilma não possui a retórica, o carisma e a genialidade política de Lula. Mas mesmo assim Dilma foi eleita, em grande parte porque o povo confia em Lula, e ela foi por ele escolhida. Depois, desta vez por mérito próprio, foi re-eleita, mesmo sofrendo uma campanha midiática ferocíssima, repleta de socos abaixo da linha de cintura, sendo o ápice da canalhice a capa mentirosa da revista Veja — que nos últimos anos se transformou no mais representativo exemplo de mau “jornalismo” escrito do país —, às vésperas do pleito. De lá pra cá, o que essa mulher tem sofrido de ataques a si, ao seu governo, ao partido a que está filiada e a tudo o mais que lhe diga respeito é tão impressionante quanto cruel e desumano.

Esses ataques incessantes tornam simplesmente impossível se estabeleça um mínimo de governabilidade, notadamente num país do tamanho e complexidade do Brasil, prenhe de problemas seculares. Dilma e seu governo vêm sendo diuturnamente torpedeados por jornais, revistas e telejornais desde o dia seguinte àquele em que os brasileiros a escolheram para governar por mais quatro anos, e paralela e sucessivamente por uma oposição incompetente, sem projeto de governo a confrontar o que atacam, e municiada pela mesma mídia parceira. Não há esse presidente que consiga fazer um bom governo num quadro desses.

As semelhanças com 1954 e 1964 não são meras coincidências. O modus operandi e o conteúdo dos ataques guardam essenciais semelhanças com os vividos por Dilma. Os velhos temas para enganar incautos: a corrupção e a incompetência. Aliás, vividos também por Lula, embora não exerça cargo público algum. No caso deste, é o medo. Medo da sua força. Medo de serem derrotados mais uma vez caso ele resolva candidatar-se novamente. Mas o povo enxerga todas as manobras. Basta ver o recrudescimento significativo de novas filiações ao PT e ao principal partido aliado do governo, o PCdoB.

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